Eu odeio o Twitter?

Não. Só acho que não é possível ter uma “conversa profunda” com 140 caracteres. Este texto tem 126 caracteres.

Anúncios

FLISOL Maringá 2010

(Para que não digam que eu esqueci, não que realmente não tenha esquecido :-))

O FLISOL (Festival Latinoamericano de Instalação de
Software Livre) é o maior evento de divulgação de Software Livre da
América Latina. Ele acontece desde 2005 e seu principal objetivo é
promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu
alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.

Com esta finalidade, diversas comunidades locais de
software livre (em cada país, em cada cidade/localidade), organizam
simultaneamente eventos em que se instala gratuitamente e totalmente
legal, software livre nos computadores levados pelos participantes.
Também, paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e
oficinas, sobre temas locais, nacionais e latinoamericanos sobre
Software Livre, com toda sua variedade de expressões: artística,
acadêmica, empresarial e social.

Retirado do site oficial: http://www.installfest.info/FLISOL2010/Brasil

Em Maringá este ano o FLISOL acontecerá no Anfiteatro Ney Marques, localizado na UEM. As inscrições estarão abertas no dia 4 de abril no site http://www.din.uem.br/flisol, gratuitamente.

Estamos também aceitando chamadas de trabalho. Caso você more na região de Maringá e esteja interessado em apresentar algum trabalho para a comunidade relacionado ao Software Livre e tecnologias abertas, não perca esta oportunidade. Acesse http://jacaranda.din.uem.br/flisol/chamada/ e preencha o formulário!

(Abre momento diarinho)
Foi no mesmo FLISOL que, no ano passado, conheci a Kelyane. Te amo muito, menina! Nem parece que já faz um ano.
(Fecha momento diarinho)

A canção de todos desenvolvedores web

Muito linda esta música. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto :-)

Fonte: http://www.0xdeadbeef.com/weblog/2010/03/a-beautiful-expression-of-frustration/

Porque ateus falam tanto em deus?

Para uma terceira opinião, leia: Típicas Justificativas Religiosas #71.

Eu já me perguntei muito isso. Porque diabos ateus falam tanto em deus?

Não sou um bom argumentador, portanto vou logo a conclusão: Ateus não falam tanto eu deus. Falam tão ou menos que qualquer outra pessoa, seja ela crente ou não.

O problema é (o problema sempre é) que na visão de muitos crentes um ateu não pode falar em deus. É como se a pessoa devesse teme-lo. Mas a palavra ateu significa exatamente a negação de theo, deus. Logo um ateu que teme a deus acredita no divino. Isto é contraditório :-)

À primeira vista este texto é uma contradição, já que fala justamente de algo que quer negar, mas o que quero dizer que para uma pessoa não-crente falar de deus é como falar do Coelho da Páscoa ou o Papai Noel. O fato de eu não acreditar em Papai Noel não significa que eu não possa falar em ou tenha que negar o Papai Noel. Eu até acho bonitinho o Papai Noel (embora não goste muito de entrar no clima), e não tenho problema algum em falar deste ente imaginário.

Há até casos de ateus que continuam a frequentar à igreja que costumavam ir. “Mas como? Eles são ateus. Temem tanto a palavra deus como o diabo teme a cruz!”. Pois nestes casos frequentam a igreja como um ritual cultural qualquer, como uma manifestação de algo que sabem agora ser mito. Qual o problema em ir à igreja para discutir e ouvir coisas de religião se posso falar sobre coisas do natal, como renas voadoras, entregas de presentes, ou mesmo sobre um senhor vestir roupas de inverno em dezembro quando, no hemisfério sul, é verão! Não creio que todas as pessoas que se vestem de Papal Noel para ter um trabalho temporário nos finais de ano acreditem em Papel Noel (embora se falarem que não acreditam na frente das crianças e do gerente sejam demitidos :-))

O que parece irritar mais talvez seja a naturalidade com que muitos falam da entidade deus (ou qualquer equivalente) como ser mitológico, ao invés de falar com medo (“aquele que não teme (TEMA, TEMA!, Tenha Medo!) o Senhor é capaz de praticar qualquer mal”, não é?) ou louvor, da mesma forma como praticantes de uma religião falam sobre o deus dos outros.

Nunca viu na televisão algum documentário sobre alguma tribo que acredita que o deus deles criou o mundo a partir de um processo diferente do processo de criação católico, por exemplo? Porque não nos revoltamos e até tratamos com naturalidade a crença deles somente como um mito, mas não quando se trata da Criação que aprendemos na catequese? Existem processos de criação mais bizarros que um “faça-se a rosquinha”, como mundos paridos por deuses, vomitados, etc.

Porque nos livros de história tratamos da mitologia grega com tanta naturalidade e simples mito, mas não encontramos nos livros de história a os mitos da religião dominante também como um simples mito?

Faço agora uma recomendação de um documentário que, mais uma vez, contradiz o título deste texto: O Deus Que Não Estava Ali. (se você for mais curioso, consegue achar para download em sites de torrent).

Para cada filme/documentário sobre ateísmo, são produzidos vários filmes teístas (vê-se pela quantidade de histórias sobre a vida de Jesus que passam na Sessão da Tarde em época de Páscoa). Logo teístas falam de deus muito mais do que qualquer ateu.

Assim faço a seguinte pergunta: Porque teístas falam tanto em deus? Que ser mais fajuto este, que precisa que as pessoas fiquem falando seu nome para que seja lembrado. Mas é claro que um ateu nunca poderia entender as atitudes de um algo que não acredita, não é? :-)

Até a próxima.

Como fazer uma limpeza no seu pen-drive

Seu pendrive está cheio de vírus? Você pluga num computador com Windows e pipocam mensagens na tela dizendo que ele está infectado? Não seja por isso. Faça como eu: uma limpeza nele!

Melhor que Norton só a dupla água e sabão em pó.

Putz, segundo pendrive que lavo nos últimos 12 meses. O outro eu perdi. O de hoje tirei da “carcaça” e sequei bem para tirar o sabão. Pluguei no notebook e… Abriu! Copiei os dados para o HD via rsync e agora estou passando o programa badblock nele. Tá, não lembro se estes pendrives (ou flash drives) tem este esquema de blocos, mas pelo menos tenho certeza que este comando lê todos os espaços do dispositivos. Vou tentar agora criar um arquivo de dados aleatórios (bendito /dev/urandom :-)) que ocupe o dispositivo todo (8GB, sim, demora) para ver se consegue gravar corretamente.

Caso dê tudo certo, considerarei o pendrive livre de vírus (e de qualquer outro tipo de sujeira) :-)

A diferença do Internet Explorer 6 para os outros: CSS

Vi isso na lista webstandards-br:

CSS Mess

Porque é tão difícil sair do armário?

Uuuuuui! (risos)

Estes dias, quando eu e minha mãe lavávamos a garagem, o Gustavo perguntou, assim do nada, com a inocência de criança que espero que as crianças dos dias de hoje ainda tenham:

– Ni, você acredita em Deus?

Imediatamente minha mãe exclama, talvez num reflexo involuntário dos músculos do seu rosto e de suas cordas vocais:

– Mas é claro que ele acredita! Não fala isso não, menino.

E ele insistiu, mas confesso que respondi com outra pergunta, de forma a não deixar claro nem que sim nem que não, embora ele tenha feito esta pergunta por já saber a resposta. Mas só idiotas respondem uma pergunta com outra pergunta.

Faço parte de um grupo que Richard Dawkins chama de “ateus que não saíram do armário”. Normalmente pessoas de família muito religiosa e que tem dificuldade em contar aos pais que não acreditam na mesma coisa que eles acreditam. São aqueles que fazem com que estatísticas digam que a população dos “sem-religião” seja maior do que as dos que se denominam efetivamente ateus.

São quase sempre aqueles que disfarçam seu receio – ou mesmo medo – de “saírem do armário” com argumentos do tipo “não preciso ficar dizendo pra todo mundo minha religiosidade”. Não preciso sair pelas ruas gritando como a ideia de seres divinos tem degradado a vida da espécie humana e como o mundo poderia ser algo muito melhor se parássemos de olhar para cima (e para baixo) e olhássemos para frente, percebendo o quão maravilhoso é o mundo em que vivemos. Não, não há fadas no jardim.

Eu preciso mesmo disso? Não posso simplesmente “ficar na minha”? Afinal não estou causando mal ou bem pra ninguém. Estou inclusive evitando confusão (ateus declarados frequentemente são vítimas de olhares tortos ou coisas mais graves).

(…)

Como com quase todo mundo, tudo começou na adolescência. Minha família nunca foi religiosa. Meus pais nunca foram severos. Embora sejam crentes em seres superiores, não vão à igreja. E nunca nos obrigaram a ir também. Nunca rezamos à mesa. Enfim, eu, adolescente, não tive motivos para me revoltar.

Fiz catequese durante uns três anos, fiz primeira comunhão, fui batizado aos treze anos (uhuhl! Limbo nunca mais!), e todo este blá-blá-blá. Mas sinto que aquela ideia de deus nunca tenha entrado na minha cabeça.

Sim, na catequese nunca fui um bom aluno. Não lembrava as orações. Pai Nosso ou Ave Maria? Nunca entendi a “letra” daquelas rezas, e quanto mais tentava entender, menos conseguia. Fé e racionalidade não combinam, aprendi isso.

Uma das primeiras oportunidades que tive de questionar divino foi talvez na sexta série, aos doze anos. Lembro até hoje, mas não muito bem dos detalhes. Aula de história, professor Michel. Não lembro o que estava acontecendo, mas ele falou uma coisa que me fez pensar:

“… (reticências para indicar que não me lembro do contexto) mas é claro que deus não está preocupado com estas coisas pequenas”, ou algo assim.

Isso abalou minha noção de deus omnipresente, omnisciente, omnipotente (O³). Sei que não ficará muito claro para vocês, talvez nem seja muito para mim hoje, mas foi um choque brusco.

A partir daí passei a “conjecturar” sobre as formas da existência de deus. Talvez por um tempo eu tenha sido, talvez para contrariar a ideia de um deus “encarnado”, em forma de ser, um panteísta. A ideia de um deus em todo lugar me foi agradável. Um deus que está em todo lugar, um deus que é todo lugar. Todos nós como parte de um único deus, um único universo. Dá uma ideia de união, que eu retomei, de certa forma (mas sem a noção de deus), nos últimos tempos.

Como talvez toda criança curiosa, que gosta mais de prestar atenção em seus pensamentos do que no mundo a sua volta (o que faz com que sejamos considerados introvertidos, tímidos), tais ideias foram sendo lapidadas em minha mente.

Quando um dia percebi que não acreditava mais em deus. Não foi um choque. Não foi um momento de epifania. Simplesmente percebi. Não chorei, não saí gritando aos quatro ventos. Não xinguei meus pais por acreditarem em tal estupidez. Não tentei os convencer a não acreditar naquilo que acreditavam.

Segui minha vida normalmente. Que diferença acreditar ou não em fadas no jardim faria em minha vida?

Nisso já estava no ensino médio. Nas conversas entre os colegas, já deixava claro para eles que eu era ateu, simplesmente porque eles chegavam a perguntar (não, eu não andava com camisetas com inscrições do tipo “Fuck You Jesus”). Isso nunca foi realmente um problema, já que um dos meus melhores amigos é Espírita, inclusive, e a maioria deles ali eram católicos.

Não sei se foi só comigo, mas quando eu realmente parei para pensar sobre as consequências da inexistência dum deus que a coisa ficou mais complicada, e ainda com a “enxurrada” de outras coisas que acontecem na vida de um jovem.

Aí vieram as “crises existenciais”, talvez consequência da transição da ideia do “sentido da vida”, como algo feito por um criador com um objetivo (, etc.) para uma existência sem um objetivo definido. Um breve concentrado de tristeza e melancolia para apimentar um pouco as coisas (ajudando a abandonar o curso que eu havia iniciado na faculdade), que logo foi percebido pelos pais e pela irmã estudante de psicologia e a recomendação de procurar um psicólogo.

Na psicóloga, ouvi a pior coisa que poderia ter ouvido da palavra de um profissional: “Você precisa de deus”. Ah, vai tomar no… Eu precisava de uma psicóloga, não de uma missionária.

Devia haver uma maneira melhor de resolver aquilo. E creio que tenha havido.

(…)

Tenho lido muito a respeito destes assuntos nos últimos anos. Acabei de ler um livro intitulado “O Gene de Deus”, de Dean Hamer. Nele o autor defende a ideia de que base a crença em deus está codificada em nossos genes. Um livro interessante, embora fica escancarado quase sempre a crença do autor em seres superiores, e isto acaba influenciando alguns trechos do livro. E o mais engraçado é que ele foi financiado pela Fundação Templeton, que tem como objetivo aproximar ciência e religião, e esta fundação é um declaradamente odiada por outro biólogo, Richard Dawkins, que defende que a religião é um mal cultural.  Acho que todo ateu deve ter lido Deus, um Delírio. Pena que são os crentes que deveriam lê-lo.

Acho que todo ateu é fã de Carl Sagan, uma das mais brilhantes mentes do século passado. Sagan era um ateu convicto, e biólogo por formação. Recomendo fortemente que todos leiam seus escritos.

(…)

A expressão “sair do armário” é normalmente utilizadas para dizer que uma pessoa declarou ao mundo que é homossexual. Homossexuais nos dias de hoje ainda sofrem muito preconceito, e dizer às pessoas sua sexualidade ou pelo menos não precisar escondê-la as faz sentir que podem viver melhor suas vidas.

No sentido empregado neste texto, sair do armário significa dizer aos pais e conhecidos sobre sua opção religiosa, tentar convencê-loa a não tentar nos converter. Afinal, como diz mesmo Dawkins, se deus realmente existir, ele (ele, o homem barbudo, ué) certamente prefere pessoas céticas a ponto de questionar sua existência a simplesmente acreditar pelo medo de ir pro inferno. hauahuahauhauah

Adoro uma expressão de um outro blog que também está aqui no wordpress.com: “Ateu, Graças a Deus“.

(…)

Ah sim, esqueci de falar do Gustavo. O Gustavo tem só 11 anos e já passou por momentos ruins em sua vida, como a morte trágica do seu pai. Mas é uma criança forte. Algumas vezes temos umas conversas longas sobre a vida, o universo e tudo mais, e acho importante que ele se torne, desde hoje, uma pessoa mais cética, que não aceite qualquer ideia besta que tentem fazê-lo acreditar. Não quero falar para ele “Gustavo, deus não existe”. Quero que ele perceba por si próprio a não necessidade de deus, e que isso faça da vida dele melhor.

Não quero lhe dar respostas. Ele vive me fazendo perguntas, e acabo respondendo com outras perguntas (como todo idiota). Estes dias ele veio, assim do nada “Mas se deus criou o mundo, quem foi é que criou deus?”. E eu lá vou saber, moleque? :-)

Para finalizar, um videozinho, para lembrar a ideia de sair do armário:

Não pode brincar na rua?

E o Gustavo vem agora (uns trinta segundos antes de eu começar a escrever este texto) com uma cara de choro:

“E agora a gente vai ter que desmontar o carrinho – de rolimã, que nós fizemos hoje de manhã – porque a Daiane falou que a nenê está dormindo e não é pra gente fazer barulho e se a gente for brincar lá pra cima o Gilberto disse que vai chamar a polícia municipal pra prender a gente”.

E eu comecei a rir, pois quando me vi na idade dele, há uns doze anos atrás, quando o mesmo velho Gilberto, hoje mais velho, mas morando na mesma e com a mesma cara dizia a mesma coisa pra gente e eu chorava igual ao Gustavo… Mas no fim das contas sempre tinha uma criança mais velha (no caso era meu primo) que enfrentava e dizia que a gente ia brincar sim, e a gente brincava :-)

Aiai, que nostalgia que me dá nestas horas.

“Ah Gustavo, faz treze anos que o velho Gilberto fala isso”. E o Gustavo tira a cara de choro e sorri. “Mas pela filha da Daiane é verdade, vocês poderiam brincar mais ali pra baixo ou deixar pra depois”.

Não sei o que ele fez. Espera um instante.

Ah sim (5min. depois), ele está brincando de “competir de cuspir longe”  com o Leo, amigo dele, quase em frente à casa do mesmo Gilberto.

Eu disse que de mim ele não ganha. Cuspir longe é uma técnica que venho melhorando ao longo dos últimos an…. Ah tá. Deixa pra lá.

Porque chega um dia em que a gente deixa de ser criança?

É o programador/webdesigner um espião?

Este é mais um post imenso e sem imagens (e chato).

Estes dias ouvi, acho que num destes desenhos animados num destes programas infantis matinais num destes canais populares da televisão aberta, que o espião é suas ferramentas.

O que seria de James Bond sem seus acessórios? Seria só mais uma pessoa comum. Com habilidades incríveis, mas ainda sim uma pessoa comum. Sem relógio com raio laser, sem carros invisíveis.

Então pensei: será que o programador é como um espião, ou seja, é só o que suas ferramentas possibilitam que seja?

Nunca escondi neste blog o fato de eu seu um péssimo programador. Não, não tenho pretensões de ser um hacker (hacker no sentido de um programador muito habilidoso).

Esta questão me surgiu já há algum tempo, mas hoje surgiu um fato que me fez ter mais vontade de escrever.

Um colega meu me veio me questionando se valerá a pena fazer um curso de webdesigner que ele se matriculou. Eu, antes de ver a grade do curso, lhe disse com estas palavras (registradas no log do meu programa de mensagens instantâneas):
 
Leandro
10:14 » Então
10:14 »  :-)
10:15 » Este curso é onde?

ЯΟβ§OИ
10:15 » no microingá

Leandro
10:15 » Qual o tempo de duração?
10:15 » Hum…
 
ЯΟβ§OИ
10:15 » 1 ano e 4 meses
 
Leandro
10:16 » Hum…
10:16 » Então
10:16 » Se você se interessa, e acha que vale a pena. faça
 
ЯΟβ§OИ
10:16 » acho que vale sim

Leandro
10:17 » Só não faça tendo só em mente que vai fazer pra ganhar dinheiro

ЯΟβ§OИ
10:17 » pel oque conversei com a mulher do curso
 
Leandro
10:17 » Se for, não vai dar certo
 
ЯΟβ§OИ
10:17 » ahn isso eu sei
 
Leandro
10:18 » Então
10:19 » Você já fez uma aula de testes ou coisa do tipo?
 
ЯΟβ§OИ
10:20 » ainda nao
 
Leandro
10:20 » Então
10:20 » Pede pra fazer uma aula de teste pra ver
10:20 » Vê se é realmente um curso de webdesigner
10:20 » Se for um curso de Dreamweaver, fuja
 
ЯΟβ§OИ
10:21 » qual é a diferencia ?

Leandro
10:21 » Tem muita empresa que oferece cursos de uma determinada ferramenta, mas
10:21 » Ah sim
10:21 » Dreamweraver é uma ferramenta
10:21 » É a mesma coisa que ensinar a mexer no photoshop e lhe dizer que é um curso de edição de imagens
10:21 » Pq não é
 
ЯΟβ§OИ
10:22 » ahn
10:22 » vichi cara
10:22 » serio

Leandro
10:22 » Web é uma coisa independente de ferramenta
10:22 » E quem está aprendendo deve saber disso
 
ЯΟβ§OИ
10:22 » entao da uma olhada no

Leandro
10:22 » Depois você escolhe que ferramenta usar
 
ЯΟβ§OИ
10:22 » na grade do curso
 
Página com a grade do Curso:

A internet revolucionou a comunicação entre os seres humanos. Tudo ficou mais próximo e as informações mais ágeis. No comércio eletrônico os negócios são feitos em tempo real proporcionando maior movimentação na indústria e serviços. Em contrapartida o número de pessoas qualificadas para criar e administrar sites, gerenciar páginas e atualizar sistemas, não acompanhou a agilidade deste mercado.

Aprenda a projetar, desenvolver e administrar Web Sites para internet e Intranet

Windows – Sistema Operacional com interface gráfica, permite ao usuário várias utilizações.

HTML – É uma linguagem de formatação que permite aos usuários criar sites na internet.

Internet – Ftp, Hospedagem, Provedores, tipos de endereços e etc…

Corel Draw – Programa que permite a criação de desenhos, logomarcas, cartazes, folhetos, cartões de visita, artes gráficas e layout para as páginas de internet.

PhotoShop – Apontado como o melhor programa para tratamento de imagens, montagens e manipulações de imagens em geral. Também possibilita ao usuário criar inúmeros efeitos visuais a serem aplicados em fotos, textos, texturas e etc…

FireWorks – Tem como objetivo a criação de imagens para Web, tais como figuras com transparências e banners animados, além de recursos adicionais em javascript.

DreamWeaver – Programa para desenvolver sites avançados, possui interfaces amigáveis, práticas e de fácil acesso. Considerado o melhor programa para aplicar os conteúdos aprendidos durante o curso.

Flash – Programa utilizado para criação de sites com gráficos e animações, possibilitando inserir efeitos sonoros ou musicais .

Projeto – Junta-se aqui, todo o conhecimento adquirido ao longo do curso para a criação de um WebSite.

Continuando a conversa:

Leandro
10:29 » Na minha opinião o conteúdo do curso é muito limitado
 
ЯΟβ§OИ
10:29 » ah é
10:29 » vichi
10:29 » sera que vai ser bom entoa
 
Leandro
10:29 » Então, não sei
10:30 » Quais são as tecnologias utilizadas na web?
10:30 » (x)html, javascript e css
10:30 » Estas são coisas independente de ferramentas
10:30 » Você pode fazer usando o notepad
10:30 » Coisas como criar imagens para web são só um auxilio
10:31 » Você tem que ter o conceito
10:31 » Não uma ferramenta, como o photoshop
 
ЯΟβ§OИ
10:31 » é por isso que é barato entao

Leandro
10:31 » Talvez
10:31 » Mas depois sairá bem caro pra você
 
ЯΟβ§OИ
10:31 » vichi

Leandro
10:31 » Pq você precisará comprar todas as ferramentas que lhe foram ensinadas
10:31 » Que dará mais de R$ 3000
10:32 » Bem mais que isso

Sei que Web Designer não é programação, mas pretendo chegar lá, já que, de certa forma, é bom ter uma base de programação para ser um webdesigner.

Deixo claro que eu NÂO SOU e nem me considero um webdesigner. Na verdade nem sei o que é isso. Mas sei o que NÂO é.

Frequentemente vejo por aí cursos de Dreamweaver vendidos como cursos de WebDesigner. Partem do princípio de que, a partir do momento em que uma pessoa consegue criar uma página ou um site, ela se torna Web Designer.

Uma pessoa comum com um relógio 007 pode até fazer o mesmo trabalho que um James Bond (só não sei se terá a sua disposição as mesmas mulheres :-)).

Talvez uma prova seja o site da empresa que ofereceu o curso ao meu amigo:

http://www.microinga.com.br/

Eu tenho uma péssima mania de olhar o código-fonte das páginas que acesso. Assim como de abrir estas canetas promocionais “de apertar” assim que ganho uma. São sempre iguais por dentro, mas a mania não passa. Já páginas Web não são sempre iguais, e por meio de seu código-fonte é possível saber um pouco sobre quem a fez.

Olhando o código-fonte do site acima percebe-se que a pessoa usou alguma ferramenta de geração automática de HTML a partir de elementos visuais.

Não há definição de DOCTYPE, estilos misturados no elemento ou numa tag style solta ou em outro arquivo, tabelas para definir layout e outras coisas do gênero que fariam com que qualquer webdesigner fique de cabelo em pé. Eu, que não sou, fico. Há ainda aqueles sites que usam e abusam de frames! Meu amigo imaginário, como tenho aversão à frames em HTML!

Não vou mentir. É difícil ensinar alguma coisa sem se fixar numa determinada ferramenta. Ano passado eu dei um curso de informática denominado “Melhor Idade e o mundo Digital”, oferecido pelo departamento da minha faculdade para a comunidade, com foco nas pessoas na “melhor idade”. É gratificante ensinar uma senhora de 70 anos a acessar a Internet. Mesmo sabendo ser uma tarefa mais complicada que ensinar uma criança ou um adolescente.

E havia um problema a mais: no laboratório onde ocorriam as aulas, só tinhamos computadores com Linux (Debian) instalado, e a maioria dos alunos (todos) usavam Windows em casa. Eu queria que o curso não fosse um “Curso de Windows ou Linux”, mas um curso de Informática. Foquei o conteúdo nos conceitos comuns à todas as Interfaces gráficas: menus, janelas, pastas, arquivos, botões, barras, etc. Acredito ter lhes ensinado o que é e para que serve um menu, e não que para desligar o computador é necessário clicar no Menu Iniciar.

No fim nem todos absorveram 100% o conteúdo, mas percebi que avançaram muito em relação ao início do curso. Já acessavam a Internet, conversavam pelo MSN, editavam textos e enviavam por e-mail e etc.

O que acontece quando você se fixa numa só ferramenta ou programa? Bem, no caso de um webdesigner (dizem que há muita diferença entre desenvolvedor web e webdesigner) você só sabe criar alguma coisa se for com a ferramenta que aprendeu. Você passa a não saber para que serve um determinado trecho de código que o programa criou, só sabe que funciona (e no Internet Exploer 6! hauahuahua). Você quase sempre não consegue iniciar um novo projeto se não tiver a tal (ou tais) ferramentas à mão. Enfim, você vira um espião.

É claro que existem espiões que, quando presos numa ilha deserta pelo vilão da história, completamente sem seus acessórios, consegue criar uma lança-dardos com folhas de bananeira e uma catapulta com coco-verde. Este sim é o verdadeiro programador ao meu ver.

Não estou dizendo que os acessórios sejam ruins. Talvez os maiores webdesigners do mundo usam o DreamWeaver e o PhotoShop para criarem. Mas neste caso são pessoas experientes que perceberam que estas ferramentas são as melhores para o seu trabalho em particular. A ferramenta para eles passa a ser só um meio e não um fim.

No caso do curso do meu colega, colocar nomes de programas já conhecidos ajuda a impressionar aqueles que iniciarão o curso. Aprender a usar o Corel Draw para criar logotipos? Usar o PhotoShop para criar imagens? Porque não criar logotipos com o auxílio do Corel Draw? Porque não criar imagens e banners com o auxílio do PhotoShop?

Flash? Deste nem falo pois quem me conhece sabe a aversão que tenho ao Flash, principalmente para a criação de pequenos banners. (o site do curso acima têm vários destas animações inúteis).

Como é o que é ensinado nos cursos, a cultura do DreamWeaver e do Flash vai sendo transmitida de geração à geração fazendo as pessoas acreditarem que são a coisa certa por serem muito utilizadas. Não vi nada sobre padrões Web, W3c e coisas do tipo na grade do curso. E nem poderia haver, já que o próprio site não segue padrão algum. Talvez o padrão Internet Explorer :-)

Há também a questão citada na conversa: Muito bem. O cara termina um curso deste. Já é um webdesigner. Vai pro mercado de trabalho. Se for trabalhar numa empresa, tudo bem, usa os softwares da empresa. Mas e se for trabalhar como “autônomo” (nossa, ainda existe esta palavra?)? 

Adobe Photoshop: US$ 258,00
Adobe Fireworks: US$ 299,00
Adobe Flash: US$ 258,00
Adobe DreamWeaver: US$ 399,00
Corel Draw: R$ 1599,00 (PQP, PQP, PQP, PQP!!!!!!!)

Tudo isso, depois de convertido para dinheiro brasileiro com o dólar a R$ 1,85: R$ 3844,90

Nossa, pagar R$ 3844,90 para ser WebDesigner por um ano é complicado (sim, ainda têm as atualizações de versões).

Nem incluí o preço do Windows na conta, pois considero que o aluno já tenha o Windows instalado em seu computador.

Mas e o programador?

Vejo por aí também muitos cursos de programação que te ensinam simplesmente a usar uma determinada ferramenta. E é claro que se quase sempre uma ferramenta proprietária, já que as proprietárias normalmente são as melhores do mercado. Procure no histórico deste blog e verá que eu tenho uma certa cisma com estas ferramentas.

Novamente há a questão do preço, mas, como no caso acima, ninguém paga milhares de reais por estas ferramentas. Ali na esquina da Av. Brasil com a Av. Herval fica menos de R$ 50,00 o pacote completo. A suíte, por assim dizer.

Um programador Delphi, por exemplo, quando num computador que não tem o Delphi instalado, simplesmente não têm o que fazer. E olha que às vezes o computador até tem, mas não é a versão que ele se acostumou a utilizar.

O mesmo vale para 90% (é claro que é um chute) das linguagens proprietárias, inclusive as voltadas para Web. Uma delas, utilizada por um colega de projeto, é o CodeCharge Studio, uma IDE para desenvolvimento para a Web. Nem é preciso saber nada de HTML ou Javascript para programar nesta ferramenta. Preço? R$ 984,00.

Os sistemas/site Web que cria? Horríveis, inacessíveis e fora de qualquer padrão Web. Mas faz. Você usa o relógio do James Bond e vira um desenvolvedor para Web/Designer.

“Pô meu, mas você só sabe reclamar? Quero ver você fazer ou mostrar algo melhor!”

Pois é, eu sou bom em reclamar, mas péssimo em fazer.

Em se tratando para desenvolmento para Web, digo que você pode utilizar as ferramentas que quiser. Mas saiba porque está usando. Isto garantirá que você consiga trabalhar em qualquer ferramenta. Eu mesmo uso para programar em PHP/CSS/HTML/JavaScript o famoso editor de textos Vim. Tô fazendo uma piada? Não! Ele me atende muito bem. Mas às vezes uso algo mais complexo e poderoso para a tarefa, como o Quanta Plus. Mas já brinquei com o Kompozer, programa estilo Dreamweaver, mas muito mais limitado. E o melhor é conseguir com que todas estas ferramentas conversem entre vi. Ou seja, um documento escrito no Vim deve obrigatoriamente funcionar no Quanta e no Kompozer.

Ah sim, esqueci de dizer. Sou um péssimo programador/webdesigner mas não paguei nada por ferramenta alguma :-) As que eu citei acima são de graça e livres. Todas, com exceção do Quanta, são multiplataforma. Se você quiser, consegue até rodar o Quanta no Windows. Mas dá um pouco mais de trabalho.

Em se tratando de linguagens de programação, há várias delas, quase sempre com um poder igual ou superior às linguagens baseadas numa ferramenta específica. Gosta de programar em Python? Use combinações de ferramentas como editores de texto Eric4, Vim,, Emacs, Qt Designer, Glade, e etc. O mesmo vale para Qt/C++, onde há boas IDEs como o KDevelop, QT-Creator, MonkeyStudio, QDevelop, dentre outros. Para Gtk+ existe o Anjuta. Se você pegar coisas como Eclipse e Netbeans terá à sua disposição tudo que precisa para desenvolver em praticamente qualquer linguagem existente, inclusive para Web.

Mais parecido com Delphi? Há uma boa solução integrada chamada Lazarus, mas se você não quiser pode utilizar uma combinação de um editor de textos qualquer com o compilador Free Pascal, mas neste caso não terá disponível a edição gráfica de interfaces.

Uso também o navegador Firefox com algumas extensões para validar e testar meus layouts e código em páginas Web. E procuro fazer tudo dentro dos padrões da W3c.

De maneira alguma estou dizendo que o jeito que faço é melhor do que o jeito que você faz. É que nunca fui muito fã de filmes de espiões. Muitos clichês, sabe?

Ao meu ver quando nos vemos diante de um novo curso, uma nova tecnologia de interesse ou coisa do tipo, devemos ter em mente sermos capazes de escolher, dentre as ferramentas disponíveis, as que eu preciso e tenho condições de ter para realizar os objetivos, e não ter a ferramenta em si como objetivo.

Conheço ótimos webdesigners que utilizam somente ferramentas livres para criar. E nem por isso a qualidade de seus trabalhos é menor. E, quase sempre, eles conseguem trabalhar com qualquer ferramenta que tenham em mãos. E o mesmo vale para muitos programadores aí que se viram tão bem num Eclipse quando num Vim ou Emacs.

Se você chegou ao final deste texto, parabéns. Poucos conseguem :-)

Bye Apache. Hello Lighttpd

É isso. Mudei para uma instalação 64-bit do Ubuntu e, com a mesma configuração, mesmos módulos da versão que eu usava, de 32-bit, o Apache não funcionava direito, com alguns problemas relacionados ao mod_rewrite.

Solução? Simplesmente instalei o Lighttpd, e depois de alguns minutos para me habituar a sua configuração, o que eu precisava que funcionasse está funcionando. Muito mais simples (e leve).

Agora é só arrumar coisas relacionadas à cgi-bin e ao módulo ssi (server side include).

Gostei deste Lighttpd. Tô até pensando em migrar o servidor de produção do projeto para ele.