Não pode brincar na rua?

E o Gustavo vem agora (uns trinta segundos antes de eu começar a escrever este texto) com uma cara de choro:

“E agora a gente vai ter que desmontar o carrinho – de rolimã, que nós fizemos hoje de manhã – porque a Daiane falou que a nenê está dormindo e não é pra gente fazer barulho e se a gente for brincar lá pra cima o Gilberto disse que vai chamar a polícia municipal pra prender a gente”.

E eu comecei a rir, pois quando me vi na idade dele, há uns doze anos atrás, quando o mesmo velho Gilberto, hoje mais velho, mas morando na mesma e com a mesma cara dizia a mesma coisa pra gente e eu chorava igual ao Gustavo… Mas no fim das contas sempre tinha uma criança mais velha (no caso era meu primo) que enfrentava e dizia que a gente ia brincar sim, e a gente brincava :-)

Aiai, que nostalgia que me dá nestas horas.

“Ah Gustavo, faz treze anos que o velho Gilberto fala isso”. E o Gustavo tira a cara de choro e sorri. “Mas pela filha da Daiane é verdade, vocês poderiam brincar mais ali pra baixo ou deixar pra depois”.

Não sei o que ele fez. Espera um instante.

Ah sim (5min. depois), ele está brincando de “competir de cuspir longe”  com o Leo, amigo dele, quase em frente à casa do mesmo Gilberto.

Eu disse que de mim ele não ganha. Cuspir longe é uma técnica que venho melhorando ao longo dos últimos an…. Ah tá. Deixa pra lá.

Porque chega um dia em que a gente deixa de ser criança?

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