Dos meus barcos e caravelas até alguns detalhes realmente interessantes na interface do Google Chrome (ou chromium)

Eu uso o navegador Firefox há uns bons anos. Acho que na virada de 2004 para 2005 conheci este incrível navegador. Na época sua velocidade de carregamento de páginas me fascinou. Isto porque antes usava o Internet Explorer 6 numa internet discada. Senti minha “net ser turbinada” por aquele navegador, que ainda usava um 1.0 como versão.

Conheci suas extensões, me apaixonei pelos seus temas incríveis.

Porque escolhi o Firefox nesta época? Porque era leve, rápido, com boa aparência e cheio de recursos.

Com o tempo tive a necessidade de ter que usar extensões mais avançadas para desenvolver algumas coisas para a Internet. Aqui entram principalmente o WebDeveloper e o Firebug. São senhoras extensões. Ainda são o que me fazem achar o Firefox o senhor dos navegadores.

Mas o firefox foi parando no tempo. Parou de inovar. Seus problemas, que antes eram até aceitáveis, como por exemplo seu consumo de memória exagerado, seus crashes mais ou menos constantes por causa de plugins proprietários (leia-se flash), passaram a não mais serem justificáveis.

Porque? Eu já usei bastante vários navegadores “alternativos”, como o versátil Konqueror, o pequeno gigante Opera, o antigo Mozillão, hoje SeaMonkey, dentre outros. E tenho visto que a estabilidade do Firefox têm deixado a desejar pela posição que ele ocupa no mercado.

Com o tempo surgiram e se aprimoraram alternativas como o próprio Internet Explorer, mas eu já estava usando só Linux para tudo, principalmente para navegar na Internet. O IE7 saiu com uma Interface polida, mas ainda com muitos problemas que o IE6 já tinha, principalmente relacionado à padrões Web. Então nunca cheguei a usar este navegador, mas já tive vários problemas com ele :-)

Aliás, o lema do Firefox sempre foi o respeito aos padrões Web. Isto é algo que eu admiro. Mas hoje incrivelmente é, dos grandes navegadores, o que tem algumas colisas para se ajustar aos padrões Web (com exceção do IE, claro).

De uns anos para cá um “núcleo” de navegador tem se desenvolvido à uma velocidade incrível. Trata-se do WebKit, que surgiu lá no KDE2 e hoje já rendeu frutos incríveis, como o Safari, o Google Chrome, os navegadores de praticamente todos os celulares topo-de-linha (menos os com Windows Mobile, claro). Vantagens do WebKit? Baixo consumo de memória e alta compatibilidade com os padrões web. Incrível mesmo.

Talvez o fruto mais doce do WebKit nos últimos tempos tem sido o Google Chrome, badalado navegador da empresa que todos conhecemos e sabemos estar querendo dominar o mundo :-) Eu mesmo estou neste exato momento usando seu e-mail e seu serviço de DNS, não por obrigação, mas pela qualidade destes serviços.

O Google Chrome certamente é um navegador-aproveitador. Pegou um monte de coisas que já existiam, melhorou, criou outras em cima, e lançou o Chrome. Chrome é uma coisa engraçada, por ser, no Google, um navegador, um Sistema Operacional (que é um navegador?), etc.

Inicialmente oficialmente suportado somente para plataforma Windows, estava disponível para usuários Linux e Mac sob o nome de Chromium. Mesmo código, mesmas funcionalidades, mas sem o logo do Google. Recentemente foram lançadas versões do Chrome para Linux e Mac, estes sim finalmente com o suporte do Google.

Qual a grande sacada do Chrome? Ele é o novo Firefox, por assim dizer, já que suas promessas são as mesmas feitas pela raposa (tá, parente de panda), mas desta vez quase totalmente cumpridas:
– Velocidade
– Compatibilidade com padrões web
– Estabilidade
– Segurança
– Etc.

O chrome trava menos com o Firefox, já que plugins não podem travar o navegador, e nem mesmo uma aba influencia no funcionamento da outra. Executa “javascript numa velicidade…”. É sério, é incrível e muitas vezes mais rápido que o Firefox ou o Opera. Não possui uma “falha” que enche o saco no FIrefox, que é a necessidade de reiniciar o navegador ao instalar uma nova extensão (gente, isso me lembra o Windows!).

O chrome é extremamente minimalista, e alguns detalhes de interface dele me surprenderam, sendo a principal destas esta:

Na Parte de cima, vemos os controles de uma janela Maximizada. Na de baixo (ou debaixo?) vemos uma janela em estado normal.  Parece não haver muita diferença entre as imagens, mas há sim.

O chrome aproveita a barra de títulos para colocar o seletor de abas. Isto significou uma economia de espaço enorme. E como algo tão útil nunca tinha sido percebido por ninguém? Ou tinha?

Uma janela maximixada não pode ser movida. Não existe lógica em mover algo que ocupa uma nanela toda. Logo, no Chrome, não existe controle para mover uma janela neste estado. Este espaço para controlar o movimento das janelas é um desperdício. A maioria das aplicações hoje está presa no conceito de barra de título. Principalmente nos ambientes gráficos para Unix e Linux.

Já com a janela em modo normal (não maximizada), mesmo que a barra de títulos esteja cheia, haverá sempre uma borda (que equivale à barra de títulos) ou mesmo um espaço abaixo dos botões de controle para que você possa movimentar a janela.

O problema desta abordagem é que ela vai contra o controle do gerenciador de janelas. Ou seja, não creio que vá ser adotada assim de uma hora para outra nas aplicações que usam abas, pois joga o controle da janela para a aplicação (pode ver que os controles do chome têm uma cara de Windows Vista). O que poderia haver, ao meu ver, é uma mobilização dos próprios criadores dos Gerenciadores de Janelas para que este recurso seja nativo.  Recursos semelhantes, mas para o gerenciamento de janelas, já estão sendo incorporados à grandes projetos, como o KDE (http://www.undefinedfire.com/kde/window-tabbing-merged/), mas até hoje não vi algo nativo estilo Google Chrome.

O próprio pessoal da Mozilla percebeu que a Interface do Chrome é mais intuitiva e já está providenciando meios para que o Firefox 4.0 tenha este recurso. Mockups podem ser vistos nos links:

https://wiki.mozilla.org/firefox/4.0_Linux_Theme_Mockups
https://wiki.mozilla.org/firefox/4.0_Windows_Theme_Mockups
https://wiki.mozilla.org/firefox/4.0_Mac_Theme_Mockups

Ah sim, descobri que o Chrome possui nativamente um “Firebug”, o que me deixou meio triste, já que o firebug é uma das coisas que adoro e que “me prendiam” ao Firefox. Nunca gostei muito do DragonFly do Opera e este Element Instector do Chrome me parece muito bom, mesmo eu não tendo tanta intimidade como eu tenho dom o Firebug.

Quando lançarem o WebDeveloper pro Chrome eu vou chorar.

Ah sim, adoro o firefox e não vou abandoná-lo tão cedo, inclusive estou usando a extensão ScribeFire para escrever este post, já que não gosto do editor padrão do WordPress.

3 Comments

  1. Posted dezembro 21, 2009 at 0:28 | Permalink

    Tenho esperanças que o firefox ganhe novos “músculos” nas próximas versões, por que se eles não correm atrás vão perder feio.

    []’s

  2. Posted dezembro 21, 2009 at 1:46 | Permalink

    é DE Baixo ;)

    O Firefox esta precisando crescer e evoluir, isso é fato. Se ele não fizer isso rápido, o Firefox será o novo Internet Explorer 6

  3. Posted dezembro 28, 2009 at 14:20 | Permalink

    Eu disse que o Chrome é muito, afinal é da Google. Não que isso implica em algo, mas é Google. rs
    Te amo amor. =*

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