Meu problema é quando tudo dá certo

Ok. De volta aos posts diarinhos…

Este ano entrei num projeto que desenvolve uns sistemas (pq eu não gosto desta palavra? Afinal tudo é sistema!) para um projeto social do Ministério do Esporte. Até aí tudo bem. Este ano foi legal, mas eu já havia anunciado ao coordenador do mesmo que eu iria sair no final deste ano ou no máximo no início do ano que vem.

Não sei. a coisa é muito interessante, mas ao mesmo tempo estressante. Acho que vida de programador é assim mesmo. Eu tinha que fazer uma coisa que eu nem sabia ao certo o que era, já que eu não tinha comunicação direta com as pessoas que haviam encomendado o sistema em questão. Era no adivinhaoqueelequer mesmo.

Mas sem problema. Para o meu aprendizado foi ótimo. Eu, que nunca havia mexido com coisas pra web, posso te dizer hoje que “sei me virar”. Aprendi um bocado sobre PHP, html, javascript e css. E sempre validando meus códigos pelo site da w3c; com uma ajuda do cakePHP consegui me livrar de boa parte das consultas chatas em SQL, mas em alguns pontos elas ainda se tornaram necessárias.

Alguns problemas e noites mal-dormidas por causa das versões 6 e 7 do Internet Explorer (tinha que ser ele!), mas tudo resolvido.

Mas havia anunciado que sairia no máximo começo do ano que vem.

O meu coordenador já havia dito que se fosse pela questão do dinheiro ele conversaria com o povo “lá de cima” para aumentarem o valor da minha bolsa, mas eu respondi com toda a sinceridade o valor da bolsa não era a questão principal ali. Não que não seja importante, mas sinto que não estou usando todo meu potencial neste projeto, e isto, independente de um valor X ou Y, não está me deixando muito contente. O clima é super-legal, não há problema com as pessoas, mas talvez comigo.

Acontece que o projeto está crescendo bastante e ganhando mais destaque. E em tempos de Copa do Mundo… Entenderam, né? Ministério do Esporte, Copa do Mundo? Eu, saindo do projeto, desfocaria bastante a equipe. Não que faça muita falta, já que qualquer um poderia fazer o que faço, mas ainda sim desfocaria. Meu coordenador mais uma vez disse para eu continuar, e que, como o projeto está ganhando força e crescendo, faria muito bem para meu currículo. E faria mesmo! Até reforçou a proposta de discutir um aumento na minha bolsa. Eu posso até não querer admitir publicamente (pq todo mundo acha que vc é comunista por não achar dinheiro a coisa mais importante do mundo?), mas isto no fundo muito me agrada.

O projeto em si não me toma muito tempo. Uma pessoa poderia perfeitamente conciliar ele com o resto das minhas atividades. O problema é que eu simplesmente não sei organizar meu tempo. Já comentei sobre isso outras vezes.

A Kelyane até comentou que neste momento eu devo pensar principalmente em mim, e não tanto no projeto e, se eu não estou feliz nele, que sair e procure algo melhor e retome meus muitos projetos pessoais/profissionais prometidos mas nunca iniciados (sim, eu sou um político, prometo que nem… um exemplo mesmo é a reestruturação deste blog). Eu, se fosse uma pessoa organizada, conseguiria muito bem conciliar faculdade, projeto, e meus projetinhos pessoais. Eu sou uma pessoa extremamente sortuda. Tenho tudo que imagino que uma pessoa na minha idade poderia querer (menos ser milionário, pois isso é frescura).

Este ano fui mal pra caramba na faculdade. Relaxei mesmo. Mas isto não está me incomodando. Eu quis isso. Vou reprovar (ou ficar retido, como queira), mas sinto que neste ano, como nunca antes, aprendi muito mais do que faculdade alguma poderia me ensinar. E isso falando também de coisas relacionadas ao curso. Mas ainda não entendo para que servem tantos diagramas em engenharia de software!

A Kelyane vai fazer vestibular aqui na UEM. As provas acontecem amanhã, na segunda e na terça. Ela quer muito passar (e eu também quero que ela passe), mas não sei se seu desejo em sair de Maringá (sua paixão por Curitiba) a influenciará, mesmo que ela passe e inicie o curso aqui. E isto certamente muito me incomoda.

Talvez ela tenha sido a melhor coisa que me aconteceu neste ano (sim amigos, quando se vê um homem meio melancólico, pode saber que tem mulher na história), sinto que estamos muito felizes que não deveria haver motivo algum para um pensamento melancólico que seja. Mas como eu disse, me incomodo um pouco quando tudo dá certo como está dando. Tenho um problema incrível com isso.

Ontem fomos ao Sun Tech Days, aqui mesmo em Maringá, onde Sang Shin falou sobre o novo Java EE 6, que saiu… ontem. A palestra foi em inglês, e eu me surpreendi com o fato de eu ter conseguido entender boa parte do que ele disse. Algumas coisas eu não entendi no momento, mas mesmo assim depois consegui compreender. Tenho que melhorar meu inglês. Além do mais o cara fala calmamente, o que facilita o entendimento. Ah sim, não entendo bulhufas de Java. Mas me parece algo interessante, algo que já comecei a “brincar”, mas que foi só mais uma promessa de começo de ano.

Estou redigindo este texto num quarto relativamente escuro, à luz de vela, por causa de uma goteira na lâmpada. Chove forte lá fora. Já desde ontem de manhã, quase sem parar. Meu quarto está uma bagunça. Sobre a mesa há, dentre outros: um notebook (q estou usando), um cabo de rede solto; duas “canetas de escrever em CD”, uma garrafa de álcool, uma vela acesa (acabei de afastar um do outro), um limpador de LCD, algodão, duas revistas Linux Magazine, um dicionário inglês-português, uma sacola de mercado, uma caixa de óculos, pedaços de papelão, cartuchos de impressora, durex fita autocolante, um molho de chave, dois cartões de banco, uma tesoura…

Na prateleira de cima, onde costumo bater a cabeça constantemente ao levantar, um modem, um hub, duas caixinhas de fio-dental pela metade, uma lâmpada de moto queimada, um dado (me pergunte se eu tenho dado em casa pra vc ver), um joystick de computador, outra caixinha de óculos, caixinhas de CD, um pendrive de 8GB queimado…

Na prateleira ao lado, muitos papéis, pastas, uma chave philips, um porta-cd de 72 compartimentos aberto, uma pedra em formato de paralelepípedo, um filtro de linha e algumas revistas sobre web.

Abaixo, num compartimento da mesa, dois HDs queimados, um fax-modem, duas pilhas AA, ainda na embalagem. Mais abaixo, um caixa de papelão, com uma placa de vidro colada numa folha de papel. Dentro, uma webcam (sim, estou fazendo isto aqui).

Na prateleira mais acima, uma caixa de anti-ácido, que tomo só se meu estômago não me deixar fazer nada (ainda bem que não acontece com tanta frequência), dois discos de vinil da Legião Urbana, livros, uma caixa com algumas camisinhas dentro…

No chão, mais uma caixa de papelão vazia, um jornal velho, de onde veio a placa de vidro, que comprei por 4 reais, 26cm x 34cm. Tênis velhos espalhados para todos os lados, mas que não consigo me livrar.

Cama arrumada a pedido da mamãe, que já entrou no quarto reclamando (está assim há anos ;-)) que eu não arrumo as coisas.

O quarto está desarrumado; mas quem precisa de organização sou eu.

É tudo crise de final-de-ano, não se preocupe. Adeus ano velho, feliz an… feliz o cacete!

Até a próxima.

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