Razão #1 pela qual o MSN é uma droga: transferência de arquivos

Eu ainda uso o MSN. Não minto. Não é nem por causa das firulas, mas por necessidade mesmo, já que hoje a maioria dos meus contatos utiliza este protocolo.

Mas que ele é ruim, isto é!

Eu já tinha percebido isto há muito tempo, mas hoje resolvi “formalizar” a coisa: loguei, na mesma máquina, mas com programas diferentes e duas contas distintas do MSN e depois fiz o mesmo teste usando o XMPP (o Jabber, usado no gtalk, etc). O procedimento foi basicamente transferir um arquivo entre as contas e verificar a velicidade de cada transferência, não utilizando a banda para mais nada, somente a transferência.

Primeiramente, com o o Jabber:

Ou seja, transferi informações de “Eu” para “mim” a uma velocidade de 5MB/s, o que é extremamente rápido. Transferi 10MB em 2 segundos.

Mas, usando MSN…

Yes Sir! A transferência de arquivos no MSN é limitada a 5KB/s! Não sei como funciona no WLM ou se é uma limitação da implementação dos programas que testei – Kopete, Pidgin, Emesene e Kmess, todos o mesmo resultado – e se nas novas versões do protocolo MSN esta limitação já foi sanada.

Esta foi mais uma razão pseudo-técnica para não usar o MSN. A Microsoft ainda não descobriu o p2p!

5 Comments

  1. Patola
    Posted maio 3, 2009 at 12:43 | Permalink

    Erros básicos de metodologia:

    1 – Usar um cliente não-oficial. Se quer realmente ser justo, você tem que usar o MSN verdadeiro, não implementações de engenharia inversa. (Inclusive porque é conhecido o fato que elas fazem transferências passando pelo servidor, bastante mais lentas)

    2 – Usar o espaço amostral de UM elemento (!!!!) como se fosse representativo de um todo. Fala sério, nunca estudou estatística?

    Eu diria ainda que seria necessário ter conhecimento dos métodos utilizados por cada protocolo para adequar o experimento e se ter uma comparação justa, além de usar mais cenários de controle (além do jabber, vários outros protocolos poderiam ser facilmente usados, como o yahoo e o ICQ). Mas dados esses dois erros básicos, isso fica parecendo até luxo…

  2. Posted maio 3, 2009 at 17:21 | Permalink

    Patola, você tem razão. O problema em questão não é mesmo do protocolo mais recente (que suporta conexões p2p), mas dos programas que implementam o suporte ao MSN.

    “Descobertas” sobre o protocolo estão disponíveis no site http://msnpiki.msnfanatic.com. EU devia mesmo ter dado uma olhada mais profunda neste site antes.

    Quanto à questão da metodologia, estatística… Caramba, deixo sempre bem claro que para as coisa que escrevo aqui não aplico nada disto… Escrevo por escrever. Não que isto seja uma justificativa para meu erro, mas nunca desejei que este fosse um site técnico. Muita calma nesta hora, pois a vida é bela… :-) Sorria um pouco!

    Talvez o problema nº 1 devesse mesmo ser o fato de o protocolo ser fechado e todo santo que quer fazer um cliente MSN deve fazer tudo às escuras, na base da engenharia reversa, nunca conseguindo implementar os mais novos recursos.

    Disse que já venho tendo este problema há muitos anos usando clientes MSN no Linux, e sempre com a mesma velocidade limitada, usando uma ou mais máquinas (usei uma porque já sabia da velocidade mesmo entre duas máquinas distintas dentro de uma rede interna quanto na internet mesmo), mas no teste usei na mesma máquina para ver como é engraçado o cliente ter q enviar os dados para o servidor e depois de volta.

    Quando tiver a chance farei o teste com o cliente oficial (não funciona via wine) em várias situações para ver o comportamento.

    Já usando o gtalk ou mesmo pelo servidor jabber a velocidade da transferência é máxima (usa o máximo de banda possível) em todas as situações que presenciei, mesmo numa rede interna quanto em máquinas distintas na internet.

    Ah sim, costumo usar o Pidgin com o plugin msn-pecam, que tem suporte experimental à transferência rápida, mas mesmo ele é lento em transferências, mesmo quando o cara do outro lado está usando o cliente oficial.

    Ok, ou eu poderia não escrever tudo isto e simplesmente admitir estar errado. Ah não, muito complicado :-)

  3. Patola
    Posted maio 3, 2009 at 18:14 | Permalink

    Minha razão pra ser pelinha, chato, insuportável com os argumentos de defesa dos softwares livres, especialmente com as críticas contra a Microsoft, é a seguinte: qualquer erro cometido por nós ao fazer essa defesa será usado contra nós.

    Eu luto contra a Microsoft diariamente. No trampo, na faculdade, na internet. Mas para essa luta, quero ter armas reais, não uma espingarda que dê o tiro pela culatra. Achou louvável sua defesa do que é certo, mas acho que poderia haver um caminho mais sério.

    Estatística é chata (ok, isso é controverso :) ), tudo bem. Mas é necessária. Estatística é necessária para uma coisa simples: fazer conclusões de indução corretamente. Sem seguir a ciência da estatística, você pode até esboçar uma opinião, mas de verdade, você não está certo em concluí-la. Por exemplo: metade dos meus amigos usa Linux, esses dados que falam que ele só tem 1% do mercado não estão certos! Percebe o problema?

    Não é academicismo. É apenas pedir a quem está no mesmo time que, ao ir pra guerra, arme-se com metralhadoras e não atiradeiras (nem me venha falar de Davi e Golias :P).

  4. Rogério Garcia
    Posted maio 3, 2009 at 19:35 | Permalink

    Tá, mas custa reclamar com estilo? bota um gtk-qt-engine nisso rapá!

    abs. :D

  5. Prado
    Posted janeiro 19, 2010 at 16:38 | Permalink

    Já tentou configurar seu modem/router para liberar as portas do msn? Ativar uPnP e etc? Quando fizer vai descobrir porque está tão lento assim, é como dizer que o eMule é mais lento que o Ares, o problema não é o programa em si e sim portas que não estão configuradas…

    – Ah mas o tal programa não precisa configurar! Ele é melhor!

    – Azar, o mundo é injusto…

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