E quando o Flash não é bem-vindo?

Não que eu seja contra, mas não sou a favor (Duh!).

Não sou fã de Flash. Digo o Flash da Macromedia, aquelas animações que a gente vê em alguns sites.

Acho uma ferramenta interessante em alguns aspectos, mas o fato de ser proprietária e estar sob o controle de uma só empresa me faz ficar com um pé atrás. Não por ser de código fechado, mas exatamente pelo controle exercido pela empresa que o desenvolve. Na minha opinião todos os “meios” na Internet deveriam ser abertos. Assim ficaria a cargo dos desenvolvedores dos navegadores desenvolver a compatibilidade com dada tecnologia. Talvez isso acabasse com os problemas do Flash em sistemas não-windows e não-intel-32bits.

A Internet é algo independente de sistema operacional e as informações devem chegar ao maior número possível de pessoas, não importando o sistema que ela usa, certo? Esta idéia vai contra a idéia de tecnologias fechadas e limitadas.

Mas voltando à questão original, não gosto de sites com Flash. A maioria das pessoas fica maravilhado com estes sites de cores vibrantes, cheias de animações que “saltam” à tela. Eu não. Tanto que o flashblock é meu senhor e nada me faltará :-). Hoje flash é indispensável às vezes, confesso. Dois sites que acesso com relativa freqüência usam muito flash, que são o Charges.com.brYoutube. Infelizmente as tecnologias livres capazes de produzir o mesmo tipo de conteúdo ainda estão bastante imaturas (há o moonlight, mas talvez caia no mesmo problema que o flash e gnash/swfdec).

Ah sim, antes que me venham reclamar, sei que SilverLight/Moonlight não é a mesma coisa que Flash, mas para o usuário no fim das contas é “a mesma coisa”.

Meses atrás passei praticamente uma tarde – chuvosa – inteira discutindo com um colega meu esta questão do Flash e seu intensivo – e as vezes desnecessário – uso na Internet. Isso depois de alguns problemas num banner no site que ele estava desenvolvendo.

Deixei clara a minha opinião de quem não gosta de flash em sites. Que usem, mas o mínimo possível; não abusem. Internet para mim ainda é texto/imagem estática. Se quero coisas piscando vou assistir um filme ou jogar um game, embora goste de interfaces gráficas não-tão-estáticas, principalmente em desktop (como o E17). Sim, me chamem de velho.

Durante as últimas eleições eu me divertia ao acessar os sites dos canditatos. Alguns eram bem-feitos, outros não. Mas alguns me chamaram a atenção – não me lembro ao certo qual, desculpem – eram todos feitos em flash!

Aí você poderia dizer: “Bem, mas era um site com interatividade”, etc., etc., etc. Mas não! Me lembro de um que tinha o leyout de um site normal, destes feitos usando algum CMS, como drupal, wordpress, etc. Do tipo uma barra lateral, um menu no topo, informações no rodapé… Mas era todo feito em Flash!

Mas não, antes que perguntem, não era cada componente um “objeto” – é assim que se diz? – dentro de um HTML, mas o site todo era só um objeto! Ou seja, o layout não estava definido no HTML/Css, mas no Flash!

Agora pouco estava navegando na Wikipédia e fui ver como é o site do governo da Coréia do Norte. E olhem com o que eu me deparo:

Um dois três seis animações em Flash. E o que elas fazem? Isso:

Só isso. Botões. Botões normais, fáceis de fazer em HTML/Css/JavaScript.

Não botões animados, que pulam na tela ou falam frases másculas sobre Chuck Norris. Botõezinhos normais!

Tá, merece um desconto por ser a Coréia um país não tão avançado tecnologicamente, mas será que até lá há webdesigners antas (sim, eu sou uma anta, mas não sou webdesigner)?

Às vezes acho que deveria fazer igual ao Stallman e acessar a Internet pelo Emacs… Tecnologias proprietárias e fechadas vão contra tudo que a Internet é e propõe.

Pronto. Disse.

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