O melhor game de corrida para Linux


Wilber indo abastecer na Tuxel :-)

Ok, escolha estranha, não?

O SuperTuxKart me surpreendeu nesta nova versão.

Sim, há o Torcs; Há o VDrift; Há também o não-livre mas opensource (segundo o Patola, nem um nem outro) Racer.

Mas quando testei o 0.6 do SuperTuxKart me lembrei da época dos joguinhos de corrida que não primavam pelo realismo, mas pela jogabilidade e diversão. Este jogo me permitiu isso.

O SuperTuxKart é um fork bem-sucedido do agora abandonado TuxKart, joguinho de corrida onde os corredores são personagens ou mascotes do software livre.

Já havia jogado antes o jogo, mas na época ele ainda era bastante imaturo, com gráficos que não eram lá esta coisa, além de ter uma física muito ruim. Não há problema aqui em falar que era ruim, já que melhorou muito.

O cenário é agora muito mais livre. Você pode ir onde quiser na pista (mas quando tenta pegar um atalho aparece um pingüim que o leva voando de volta à pista), sem aquelas limitações do tipo “parede-invisível” que alguns jogos têm.

É possível sentir que os carros têm massa, digo, peso, como nas curvas, nas pequenas rampas ou quando você usa o “nitro”.

Como o jogo é descaradamente uma cópia da série Super Mario Kart, para ganhar você não deve somente ser o mais rápido, mas também apelar para “trapaças” como atirar bolas de boliche ou bolinhos  (destes de comer) explosivos, soltar coisas grudentas na pista (acho que aquilo é chiclete) além de entrar na frente deles ou empurrá-los para fora da pista :-) E também há obstáculos estranhos na pista, como cascas de bananas.

A maioria das pistas disponíveis têm cenários bastante completos e com boa qualidade, além de muitas curvas, o que faz com que o jogo te prenda durante algumas horas sem que você perceba. Além disto o jogo também todo é traduzido para o português, o que ajuda muitos que têm dificuldades com jogos em inglês ou japonês.

Recomendo que você tenha um bom joystick ou mesmo um volante para ter uma melhor jogabilidade, mas acredito que muitos se darão bem com o teclado.

O jogo pode ser jogado tanto em single player como em multiplayer contra o computador ou contra outro jogador. Neste segundo caso, a tela divide-se para quantidade de jogadores em questão.

O que falta no jogo talvez seja um modo para jogar pela rede. Mas quem sabe numa versão futura?

É isto aí. Dizem que não têm jogos para (GNU/)Linux. Talvez não existam grandes jogos para o pingüim, mas será que eu sou tão estranho assim por usar com sucesso o Linux como minha plataforma de jogos?

PS: gosto de jogos mais simples ou mesmo os antigos. Estes dias joguei
num Playstation 3 e achei uma droga os jogos que vi. Joguei Dragon Ball
Z e Sega Rally. E vou te dizer: puro realismo e pouca jogabilidade.
Preferia o meu Super Nintendo.

3 Comments

  1. Patola
    Posted janeiro 25, 2009 at 21:54 | Permalink

    “Não-livre mas opensource”? Que viagem! São muito poucas as licenças que a open source initiative aceita que a free software foundation não aceita – licenças obscuras e pouco usadas. Mas em geral, livre e opensource são a mesma coisa, a única mudança é, digamos assim, “ideológica” ou de motivação – filosófica, libertária e moral no caso do software livre e comercial no caso do opensource.

    E se você discorda, surpresa, a própria página do racer diz que não é um projeto opensource: “This is NOT an Open Source project, although many people think so.

  2. Posted janeiro 26, 2009 at 0:18 | Permalink

    OK Patola. Até um tempo atrás ao menos – o site do racer no momento está bugado e o cache do google não está funcionando – o código-fonte do programa estava disponível e segundo o próprio site podia ser utilizado em repositórios das distros – como no caso do suse -, embora não pudesse ser modificado e bla-bla. Mas foi sim erro meu. Corrigido.

  3. Patola
    Posted janeiro 26, 2009 at 19:51 | Permalink

    Mas é isso mesmo que eu quis dizer. Pra ser open-source, precisa sim ser modificável. Fonte: The Open Source Definition (veja, por exemplo, o ponto 3)

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