Entrei na GigaEra!

Tá, não é algo assim tão revolucionário, mas agora, quando perguntarem “quantos giga tem o seu computador?”, eu direi: “Um Giga e meio!”:

Foi relativamente difícil achar uma memória DDR, já que hoje só tem DDR2. Pior foi um colega meu de Floripa que comprou estes dias uma memória SDRAM de 512MB! Uma destas é raridade e deve ser guardada com muito carinho :-)

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2 Comments

  1. Patola
    Posted janeiro 7, 2009 at 17:32 | Permalink

    Parou de responder no post “Eu, estereótipo de mim mesmo”? Relendo pela enésima vez o post, agora que eu vi que você caiu não só no papo dos cientistas sociais, mas também dos criacionistas contra a Ciência:

    Estes dias vi num site sobre como é impossível que um complexo sistema como o bico de um pica-pau pudesse ter sido criado “do nada”. Segundo o site, aquilo só poderia ter sido criado por um ente consciênte, um arquiteto muito meticuloso.

    Não nego. Não consigo ver coisas complexas assim – nem qualquer outra coisa! – surgindo do nada. Se pensarmos num intervalo de tempo curto – um dia, uma semana, seis mil anos, doze mil anos – não é possível mesmo que qualquer criatura existisse senão por obra de um “criador”.

    – Evolução não é “criar do nada”. É a mudança lenta, gradual, das características.

    – O argumento da “complexidade irredutível” pode ser colocado assim: “se eu não sei como aquilo surgiu, é impossível ter surgido”. Você coloca sua ignorância pessoal na frente dos fatos. É uma falácia primária!

    – Existem outros exemplos hipotéticos de “complexidade irredutível”. O exemplo clássico é o flagelo bacteriano que o Michael Behe colocou no livro “A Caixa Preta de Darwin”, ao dizer que ele é composto de várias partes e se uma apenas não estiver presente, ele pára de funcionar.

    Isso revela desconhecimento de como a evolução funciona. Mesmo que algo não possa funcionar sem uma de suas partes (e no caso do flagelo, foi demonstrado que PODE), a evolução atua pela MUDANÇA DE FUNÇÃO. O exemplo clássico é a ratoeira: ela não funciona se alguma de suas partes estiver fora do lugar. Mas se você pegar uma ratoeira pequena e retirar o pino de disparo dela, por exemplo, ela ainda funciona como um belo prendedor de gravata. É desse jeito que a natureza funciona e os caminhos evolutivos que levaram, por exemplo, à evolução do flagelo bacteriano, ao intrincado mecanismo químico do besouro-bombardeiro ou outros exemplos dados pelos criacionistas da tal “complexidade irredutível” já foram amplamente demonstrados. O que não se pode admitir é que se crie esse alvo móvel: pra cada exemplo hipotético dado pelos criacionistas dessa complexidade, você considere que o “default” dada a sua ignorância do mecanismo é que a teoria seja falsa. Imagine se a cada vez que víssemos um mecanismo de movimento diferente na cosmologia – por exemplo, duas estrelas de nêutrons orbitando em pêndulo uma à outra – achássemos que isso violaria a lei da gravidade, ao invés de considerar simplesmente que o modo daquilo funcionar ainda não tivesse sido desvendado – segundo as velhas leis da gravitação.

    Bicho, revendo seus argumentos agora, estou ficando preocupado. Tem o clássico “argumento da ignorância” dos criacionistas, tem os equívocos que os cientistas sociais enfiam na cabeça das pessoas sobre evolução… O que mais falta? Quando eu disse que você devia estudar melhor esse assunto, não quis ser arrogante, mas eu acho realmente que suas fontes precisam ser revistas.

    Evolução é uma ciência séria, difícil, não-intuitiva, cheia de detalhes. É um assunto acadêmico e a versão popular que é passada para a população – e até mesmo a versão ensinada nas escolas – freqüentemente é bem diferente da teoria verdadeira. (OBS.: “Teoria” não é hipótese — outra falácia dos criacionistas)

    Dessa vez, aguardo resposta sua.

    Cláudio Sampaio (Patola)
    mestrando de biologia molecular e genética no Laboratório de Genômica e Expressão – Unicamp

  2. Posted janeiro 8, 2009 at 0:25 | Permalink

    Opa, não fugi não da conversa. Só estou pegando fôlego :-)

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