Lordy don’t leave me all by myself

Antes de mais nada, também estou preocupado com o que está acontecendo lá em Santa Catarina. Tenho um amigo que mora em Florianópolis – aliás, pretendo visitar Floripa no final de dezembro ou início de janeiro – e,  mesmo não tendo falado com ele nos últimos dias, falei com seus familiares e sei que ele está bem.

Mas o que me leva à escrever este texto é outra coisa.

A velha mídia pode até ser uma droga, mas ao menos é boa na hora de noticiar tragédias. A televisão ainda é a janela que muitas pessoas têm para o mundo. Uma janela de algumas poucas polegadas mas que pode ser aumentada se você comprar esta super-tv de plasma de 49″ por apenas 99 vezes de…

Uma das razões da “indignação” e grande surpresa com a natureza nesta tragédia é o fato de não terem sido somente pessoas pobres as atingidas, mas também pessoas de classe média e mesmo ricas (se bem que nunca entendi esta divisão de classes).

Como pode! Pessoas ricas foram atingidas pelas enchentes! O que está acontecendo com o mundo? Como pode uma pessoa rica perder tudo?

Não que eu veja isto como uma “justiça da natureza”, já que a dor da perda é a mesma para quem tem muito dinheiro ou não, ainda mais quando a perda não for de uma casa, um carro, uma jóia, mas de um amigo, um filho, um cachorro, um gato, alguém que amamos. Acontece que parece que para muitos a surpresa veio do fato de não atingir somente os pobres.

Basta saber que há locais no Brasil onde à cada enchente tudo – em termos de bens materiais – que a pessoa tem é perdido nas águas, e neste meio intervalo entre uma enchente e outra só o que tem a fazer é tentar reconstruir suas vidas. Não têm algum outro lugar para ir. Não tem uma casa em Angra nem parentes que possam os acolher, lhes pagar uma passagem para a terra natal…

Lá na UEM estão recolhendo roupas, alimentos, etc. para os desabrigados de SC. Não acredito ter feito muito, mas levei umas três camisas pólo que eu tinha e não usava – não gosto muito de pólo :-) – e não estou ligando se quem receber as camisas será alguém com mais de um carro na garagem ou não, apesar de saber que a possibilidade maior é a de que alguém mais necessitado a receba, já que são estes os que mais estão nos abrigos.

Mesmo sabendo que a ajuda deva vir do Estado – sim, não vou muito com a idéia do Estado, mas por enquanto é ele “quem manda” e seu papel é auxiliar a população -, acredito que todos deveriam de alguma forma fazer algum tipo de doação. Não é porque Deus quer, não é para garantir um lugarzinho no céu, nem muito menos para não ir para o inferno. É por saber que aquele monte de gente que passa na tevê não são figurantes da rede globo, mas pessoas assim como eu e você. Pessoas. Fome, frio, sede, tristeza. Não serão tão humanos quanto eu?

Não fiz muito. Poderia ter feito mais.  Mais roupas eu não poderia doar – estão precisando de mais que isso! – já que mais algumas peças e meu guarda-roupa estaria vazio, já que tenho o péssimo hábito de não gostar de comprar – meu último tênis durou sete anos, e poucas vezes na minha vida saí para comprar uma peça de roupa que não me fosse realmente necessária.

Êpa, êpa! Camisetas nerds não valem. Só no último Latinoware voltei com três camisetas nerds a mais na mala. Mas isto é outra história, estava quase me esquecendo.

ps: Ah, o título do post é o trecho de uma música do Moby chamada In This World

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