Um anelar a menos. Não queria casar mesmo…

Terça. Parentes chegam em casa. Já te falei que odeio parentes?

Quarta. Parentes em casa. Eu de férias. Já te falei como odeio parentes? Ah, já sim.

Oh não. Quarta-feira é dia dos pobres, onde todo mundo paga meio ingresso. Cinema fica lotado. Deixa pra depois.

Quinta. Ainda parentes em casa. Já te falei que… Vou ao cinema.

Ingresso para a sessão das 18:00. Enquanto isso, andar por aí. Comprar uns chocolates na Cacau-Show.

Na parte com fliperamas e jogos do Shopping. Uma mãe e uma criança. A mãe olhando a criança; esta, brincando numa espécie de… como é mesmo o nome daquele negócio onde duas crianças sentam em lados opostos de uma “alavanca”, e quando uma sobe, outra desce? … , mas a ela ficava de um lado e, no outro lado, havia um boneco do pernalonga. Com um sorriso tão grande que assustava. E o brinquedo subia e descia movido à motor.

Agora pergunto: qual é a graça disto? Na minha época a gente brincava – gangorra! – no meio do barro mesmo. Às vezes a gangorra nem tinha onde segurar, e a gente caia e se sujava todo, mas se divertia. Aquela mãe mal vê que está tirando a infância de seu filho…

Pois bem. Começa a sessão. “Eu sou a Lenda“, com Will Smith. Filme legal, mas não superou as expectativas.

Termina o filme. Agora é sete e pouco. Andar um pouco por aí.

Sexta-feira. Ainda parentes em casa.

Aí, às seis da tarde, mais ou menos, meu pai estava discutindo com os parentes dele – tá, também eram maus parentes – e aquilo já tava me enchendo o saco. Tem coisa que a gente resolve em casa, e tals.

Eu, já de cabeça quente, vou comer uma maçã. Mas, de tanto ele falar, não aguento. Mais uma cagada. Com a faca na mão, dou uma facada na porta, de nervoso. A faca escorrega um pouco e lá vai um dedo. Um dedo-e-meio, aliás, já que também pegou parte do mindinho.

Aí minha mãe pede pro tio – agora gosto dos parentes, né? – me levar no postinho, para eles fazerem a guia para eu ir pro hospital municipal.

Chega no postinho, o cara faz a devida limpeza e enfaixa minha mão. Pego a guia para ir pro Hospital Municipal levar alguns pontos. Aparentemente não foi muito grave. Um sorte no anelar e no mindinho.

Vamos então para o municipal. Chegando lá, vou para a sala de sutura, para levar os pontos. Enquanto isso, espera lá fora. Chega minha vez. Entro na sala, me sento, explico a situação e tudo mais. Aí ela – a enfermeira – faz a limpeza novamente, com um negócio que arde pra caramba. Vacina contra tétano? OK.

E ainda fala de um caso de um homem que, no dia anterior, havia dado um soco num espelho.

– “As pessoas fazem isso para chamarem a atenção. No final acabam prejudicando só elas mesmas”

– “É, tô começando a perceber isso.”

Pergunto à ela se vão aplicar anestesia antes de costurar, e ela me diz que sim. Digo à ela para não ligar se eu desmaiar, já que isso é comum quando vou fazer este tipo de cirurgia – há uns anos tive que tirar uns olhos-de-peixe da mão – e ela diz que não tem problema, pois eu já estava deitado. E não é mesmo?

Depois de vinte minutos aparece uma cabeça na porta: “Eu pensei que você havia me chamado para a próxima consulta”. Era a médica que faria a cirurgia – isso é cirurgia?.

Começa o procedimento.

“Vão ser só umas picadinhas”. Eram as tais anestesias, que doem tanto quanto as agulhas curvas da costura. Ainda mais numa área sensível como a mão.

Um ponto falha. Acaba soltando – e rasgando a pele, mas isto é detalhe. Outro ponto também. “Enfiar mais fundo”, dizia a médica.

– “Tá doendo?”

– “Não”

– “Agora tá doendo?”

(…)

Pela minha cara perceberam que estava doendo.

– “Hum…Agora doeu…”

Porque diabos fazem tanta questão que doa?

Terminam. Enfaixam.

“Daqui a sete dias você vai no postinho para eles retirarem os pontos. Se você sentir que inflamou, vai no postinho também”

(…)

Sábado. Parentes vão embora. É engraçado como sempre há um tio legal ;-)

Um monte de coisas pra fazer e eu aqui com a mão direita enfaixada. E ainda a mão que eu uso para tudo!

Comer – segurar o garfo – tomar banho, escrever, enfim, em tudo. Vocês precisam me ver comendo. Pareço uma criança segurando o garfo ;-)

“Mas você usa o mouse com a mão esquerda?”. Até parece que já sabia que faria uma cagada destas. Já há um tempo uso o mouse com a mão esquerda, para não cansar tanto a direita…

Aí lembro que tinha copiado uma das faces de um DVD que eu não tinha terminado de assistir. Chama-se “O Paciente Inglês“. Semana passada fui na locadora pegar um filme, e por falta de opção escolhi este título. É um filme um tanto “antigo”. O disco é daqueles com dupla face, onde, no meio do filme deve ser virado. Abre bandeja, vira, fecha bandeja. Achei tão engraçado ;-)

Mas como não tive tempo de assistir a outra face, copiei para o meu HD:

$ dd if=/dev/dvd of=/backup/Filme-O-Paciente-Ingles-2-parte.iso

E, para assistir o filme, dias depois:

$ gmplayer dvd:// -dvd-device Filme-O-Paciente-Ingles-2-parte.iso

Depois de asistir, apago o arquivo, é claro, que eu não sou pirata nem nada ;-)

$ rm /backup/Filme-O-Paciente-Ingles-2-parte.iso -f

(…)

Domingão. Aiai, nunca desejei tanto não estar de férias. Televisão aberta é uma droga. Me lembre de nunca mais ser pobre.

Contando os dias para tirar este negócio.

Me lembro uma vez, há pouco menos que três anos atrás, quando, jogando vôlei na escola, acabei torcendo um dedo, da mesma mão direita. Aí fui ao hospital fazer uma chapa para ver se havia quebrado alguma coisa.

E qual dedo era o da vez? Justamente o maldito “maior de todos”. Nem me toquei em pegar a chapa, mas imaginem qual gesto obsceno apareceu naquela imagem. Eu passo por cada uma…

(…)

“Perdoe-me Pai. Eu cliquei.”

Sim, isso foi no domingo ainda. Num texto postado pelo Augusto Campos no Br-Linux falando sobre uma carta publicada pelo criador de uma ferramenta para administração de servidores chamada JeguePanel, há uma citação de um texto publicado pelo Lucas Timm no site MeioBit que aparece como uma contra-argumentação à carta.

Não pude fazer nada. Já a meses não acessava o MeioBit, por umas confusões que tive lá, e perceber que o site simplesmente não vale a pena. Não vale meus cliques – se bem que estes já não valem muito, mas… E também saí de lá porque EU comecei a falar besteira. Então é melhor parar enquanto é cedo.

Nada contra os textos do Timm, tanto que já leio o seu blog há algum tempo. Eu até gostei muito do “Como ser um usuário do Linux babaca“, mas há uma nítida diferença entre publicar um texto opinativo, onde apela-se para “expressões de baixo calão” num blog pessoal e publicar o mesmo texto num site público de grande audiência, como é o MeioBit. Já imaginou se eu vou escrever essas besteiras que escrevo aqui num site público? Seria o fim da humanidade.

O ruim do pessoal do MeioBit – nem todos, já que muitos que escrevem textos sérios lá – é que ele(s) faz(em) de tudo para provar a todo custo que o Stallman é um “merda” e ele(s) é(são) o(s) maioral(is) dono(s) da verdade – “Ele começou, mãe!”.

Até aceito a hipótese do Stallman ser realmente um “merda” e que essa ladainha de liberdade, GNU é tudo besteira. Já tive a oportunidade de ouvir ao vivo o que ele diz e pensa. Mas a turma do MeioBit insiste em atrair cliques com textos ditos “tendenciosos”, e acredito que as pessoas – inclusive eu – sejam capazes de fazer o próprio julgamento.

Pena, já que os textos do Timm são legais, mas temo que acabem por se tornarem tão maçantes e previsíveis quanto uns certos textos do Dr. House.

(…)

Segunda. Preciso arrumar um emprego. Será que com essa mão eu consigo alguma vaga para deficientes? huauaau

(…)

Terça. Ainda faltam quatro dias para tirar os pontos da mão. Mas, ao que parece, não será tão fácil assim. Fui no postinho para trocar a faixa da mão, pois a antiga já estava um tanto suada e fedida. E também para falar com o médico sobre algo que me preocupa.

Na verdade é o fato de eu não estar conseguindo mexer os dois dedos afetados pelo corte. Eles estão lá, sem dor alguma, mas não respondem como os outros. Ele me explica da possibilidade de ter rompido os tendões, e que, neste caso, devo retirar os pontos e depois fazer fisioterapia. Daí, se não “voltar a funcionar”, só com cirurgia mesmo. Eu eu pesquisei na Internet sobre tendões, e dizem que quando eles estão rompidos há muita dor, mas isto não está acontecendo comigo.

O pior é que as aulas na UEM já vão começar mês que vem (fevereiro) e não quero voltar às aulas “aleijadinho” ;-) Brincadeira, é que com a mão assim não dá para andar de moto, nem bicicleta, nem escrever, nem usar direito o computador.

Aí eu me pergunto: como é que eu vou fazer uma coisa destas? Brincar de “quase arrancar o dedo” logo agora? Ultimamente só tenho dado mancada. Tento me lembrar a última vez que fiz algo certo.

1999?

Enfim, lá se vai mais uma semana…

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3 Comments

  1. Posted janeiro 30, 2008 at 22:53 | Permalink

    Cara. UEM? Maringá? Porra! Se for, meu amigo faz Geografia aí ;D Não sei se você conhece o Paul (Vitor Bassi Mazzoni)… Mas acho que ele já se formou! O cara é doido :D Ficava o dia inteiro coçando, participando de DA, gremio, essas coisas e tinha uma banda chamada De Proles…

    Abraços
    do Terrinha

  2. Mikeharvey
    Posted maio 16, 2010 at 23:41 | Permalink

    Hi, from Toronto, Canada

    Just a quick hello from as I’m new to the board. I’ve seen some interesting comments so far.

    To be honest I’m new to forums and computers in general :)

    Mike

  3. Posted maio 28, 2010 at 2:36 | Permalink

    Hehe am I honestly the only comment to this amazing article?

One Trackback

  1. By Carnaval! É folia! « Leandro Santiago on fevereiro 7, 2008 at 9:36

    […] é? Eu seguro o martelo com a mão direita e o prego com a esquerda. Mas minha mão direita não anda muito boa. E parece que quis se vingar na esquerda. Putz, sai o prego e entra meu dedo no lugar. Hum… […]

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