Mais um sonho, lembranças da escola, falando mal dos outros e antigos jogos e conhecidos

Vou mais uma vez ao São Francisco comprar um sonho.
– Me vê um sonho.
– De creme?

Antes ela me perguntava qual o sabor do sonho que eu queria. Agora me perguntou se eu queria de um sabor específico.

– É. De creme.

Será que sou tão previsível assim?

(…)

E estou eu no DIN. Chega o Jayme e olha o computador que eu estava usando, onde estava rodando o KDE.
– Que Linux é esse?
– Como assim?
– O Linux que você tá usando. Ubuntu, Kurumin…
– Não não. Isso daí não é Linux. É FreeBSD, outro sistema.

Aí ele já me olha com aquela cara de “me inventam cada uma…”.

(…)

– Ni, vem aqui – minha irmã, me chamando no quarto dela.
– O que é?
– Vem aqui.

E eu vou.

– Olha só o que eu achei.

Ela havia achado isso daqui:

Um certificado de que eu “cursei” a pré-escola ;-)
É datado de 1994, portanto eu devia ter uns 6 anos.
E vejam que coisa estranha…
Minha letra. É a mesma que hoje. Não mudou nadinha!
Vejam que eu escrevi uma vez, apaguei, escrevi outra vez, apaguei de novo, e depois sim escrevi o definitivo. E não foi por erro de ortografia não, mas pela questão do aproveitamento de espaço.

Vejam também meu nome. Nessa época eu me chamava Leandro Santiago. Santiago vem da minha mãe.
Mas algum tempo depois, acho que em 1995/96 – meus pais estão neste momento discutindo quando foi ;-) – foi incluído o Silva – parte de pai – no meu nome.

Assim me tornei mais um membro da família Silva.

Nem vou falar muito das lembranças que me veio à cabeça quando peguei o documento.
Uma vez, acho que no terceiro do pré, eu perdi minha borracha. Ou terá sido um lápis? Ah, um lápis. Passei a aula toda procurando o toquinho – um lápis já gasto, bem pequeno, apontado dos dois lados. Mas só no final eu o achei.
Onde estava? Bem embaixo do meu nariz. Ou melhor: atrás da minha orelha. Literalmente! Eu o coloquei lá e nem percebi… O estranho é que essas coisas ainda me acontecem… As pessoas não mudam nunca.

Me lembro também que nunca tinha uma borracha. Eu sempre perdia!. Aí eu apagava com o dedo o que escrevia. E funciona, viu. E hoje continua a mesma coisa. Nunca consegui ficar mais de um semestre com uma caneta BIC. Ou perdia, ou parava de funcionar, ou sei lá o que.

(…)

Foucault orientado à objetos

Hoje. Umas seis da tarde. Gasolina pouca. Hora de ir no Posto abastecer. Levar minha irmã na casa de uma colega dela. Mas antes…
Vou na UEM, para ler uns jornais e pegar um livro. Mas a UEM estava sem energia. Iria voltar às 15:50. Vou então à biblioteca central. Pego umas três revistas: Um guia da INFO sobre o OpenOffice 2.0, uma SuperInteressante sobre sexo na Igreja – deste mês – e Uma “História Viva”, sobre Tutankamon.

Dou uma folheada na do OpenOffice. Em seguida a História Viva. Essa estava interessante.
Mas a Super foi mais Interessante. Não consegui ler toda. Comecei a ler. Uma matéria aqui, outra ali. Me interessei por uma sobre a questão da execução. Citou Foucault, e lembrei que já havia lido “Vigiar e Punir”. Ou será que li essa matéria na “História Viva”?
Quando estava folheando a Super, a mulher da biblioteca me avisa:
– A biblioteca está fechando. Hoje fecha ás 16:00. Mas a parte de baixo – dos livros – ainda fica aberta.

Então saio. Mas não vou para a parte de baixo. 16:00 A UEM já deve ter luz. Mas antes, comprar um sorvete do tiozinho. Sempre quando passo lá perto, compro o sorvete dele. Uva. Sempre uva.

UEM. Já tem luz. Subo no andar de cima, para pesquisar um livro no excelente sistema computadorizado que eles têm – sarcasmo.
Mas não estava funcionando, pela falta de luz. “Servidor fora do Ar”. Windows XP + Internet Explorer. Me matem por favor ;-)

Vou então no balcão, já que lá uma mulher estava utilizando uma base da dados interna – com o sistema de busca antigo, que rodava como cliente-servidor, mas não dentro do navegador -, e pedi para ela procurar. Um achou. outro não.

O que achou: História da Loucura na Idade Clássica, de Foucault, é claro. O que não achou: Um sobre orientação à objetos em Java e C++, que eu havia lido um pouco há um seis meses, mas não lembro nem o título ou autor.

“Mas peraê. Qual a relação entre Foucault e Orientação à Objetos?” Não tenho a mínima idéia. Alguma vez disse que isso aqui faz algum sentido?

Na volta pra casa, passei na locadora e peguei “Shrek Terceiro”, pois minha irmã pegou emprestado de uma vizinha uma versão Pirata.
“Mas você não vai assistir só por ser pirata?” Não. Quando você vê a qualidade de um filme filmado por uma gravadora dentro de um cinema, tem vontade de vomitar, é sério. Me arrependo até hoje de ter assistido à um Harry Potter assim.
E “Tropa de Elite” Também. Tenho que assistir esse filme, dizem que é muito bom ;-) Vai ver é influência do Capitão Morrimento no Charges.com.br.

(…)

Velhos conhecidos

Passo no posto. Abastecer. O cara do Posto: Claudinei.
– Vê cinco reais de gasolina.
(…)
Ele me olha, me olha.
– Você não mora no P.A?

Eu havia lembrado dele no momento que entrei no posto. Mas sei lá porque, faço muito drama.
– Você não se lembra de mim?
– Ah… Nei?
– Isso.
– Não, eu morava lá, mas não na mesma rua. Aliás, ainda moro.
– É, você vivia lá. Mas você cresceu muito, rapaz. Eu também cresci, mas para os lados.

Porque todo mundo diz isso. Será que cresci tanto assim? Eles não esperavam que eu seria pequeno para sempre, não? hauahau

– Putz, você pediu cinco reais, né? – o marcador já marcava oito e pouco, pois ele acabou se distraindo com a conversa – Eu digitei aqui cinco, mas não foi.
– Não têm problema. Faz assim: coloca dez então, que ele agüenta dez.

Chegou em nove, mas o tanque não aguentava mais.

Nove então. Paguei com uma nova de dez. Ele foi buscar o troco.

– Quem é ele? – pergunta minha irmã.
– Ele morava na rua do Bruno. Era vizinho dele.
– Ah.

Isso já faz uns 6, sete anos. Fiquei sabendo, há uns dois anos, que o Bruno ia se casar. Desde que ele foi embora, nunca mais nos falamos. A gente era amigo pra caramba. Aí um dia ele foi embora. Não se faz mais mais melhores amigos como antigamente. Mas deixa pra lá.

Ele volta com o troco.

(…)

Me diz se pode.

Há um tempo atrás escrevi aqui no blog um texto sobre o Ubuntu, intitulado “Mais uma vez, falando mal do Ubuntu“, onde faço algumas críticas – algumas infundadas, confesso – à distribuição.
Pois não é que nego leu, e publicou no fórum do Ubuntu Brasil, gerando uma discussão lascada? Fui chamado de tudo! Teve gente que me chamou “cara que gosta de coisas complicadas”, Nerd, “cara que esqueceu de tomar o seu medicamento”, etc, etc, etc.

Lógico que tive que entrar no fórum e colocar minha opinião. Afinal, não deixaria que falassem sem ouvir minha opinião. Aproveitando que já tinha um cadastro no fórum, desde do início de 2006, escrevi dois longos comentários – aliás, me lembrem de parar de escrever comentários grandes, pois ultimamente eles estão cada vez maiores. Vejam mesmo no Br-Linux ou no VivaoLinux. Acho que consegui me justificar. Alguns acreditaram na minha sensatez. Outros me usaram na tentativa de entender o comportamento humano e tal.

(…)

De volta aos anos 80

Resumo: comprei um joystick, destes genéricos, da Foston. Ele é preto, igualzinho à um de Playstation, com os analógicos e tudo mais. Plugou, usou. Não paguei lá muito barato. Primeiro procurei na Syma, mas lá não tinha; então comprei na Open. E vale a pena. Se você quiser matar as saudades do seu joguinho favorito, mas não quer gastar na compra de um console e fitas antigas, invista num bom joystick! Emular é tudo!!!!!
Achei um torrent com mais de 1GB de ROMS de Super Nintendo. Mas as que mas me interessavam eram os “supermarios” e os “donkeykongs”. Não há nada melhor. É diversão garantida. Coisa de ir dormir às três da manhã tentando passar o desafio do quinto mundo do Super Mario 3. Todos estes anos me deixaram um pouco enferrujado, sabia?

Programas utilizados:
– Emulador: Zsnes;
– Cliente Torrent: Ktorrent;
– Distribuição GNU/Linux: Slackware Linux, com kernel 2.6.22 (essa foi só para encher o saco ;-).

Diversão para toda a família!

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One Trackback

  1. […] Por alguma razão alguém descobriu o texto e publicou no fórum do Ubuntu, o que rendeu uma discussão danada, que também citei em outro texto. […]

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