Porque gosto do KDE p.II: Desmistificando o Bicho!

“O KDE é uma imitação do Windows”.

Nada mais justo em se dizer. Ele tem várias coisas parecidas com o Windows. Como ter, ao lado dos populares “Cancelar” e “OK”, o botão “Aplicar”. No GNOME costuma-se colocar somente um botão “Fechar”, pois as mudanças são aplicadas assim que você clica em alguma opção.

Essa característica do GNOME é, por um lado boa, por outro ruim.

Boa pois permite que você saiba imediatamente qual efeito tem uma mudança que você fez. Mas tem o lado ruim de você fazer, sem querer uma mudança, ao clicar num botão e não perceber (ou em vários) e não saber como voltar às configurações anteriores. Alguns aplicativos trazem ainda um botão que restaura as opções para os valores padrões.

Se você abre um programa para a configuração de alguma coisa no KDE, como o futuramente extinto Kcontrol, você verá quatro botões na parte inferior da janela: “OK”, “Cancelar”, “Aplicar”, ou “Reiniciar” Algumas vezes nem todos estão disponíveis, mas estes são normalmente os possíveis.

“OK” aplica as mudanças e fecha a janela;
“Aplicar” aplica as mudanças, mas não fecha a janela;
“Cancelar” cancela as mudanças e fecha a janela;
“Reiniciar” cancela as mudanças, mas não fecha a janela.

Confesso que é, sim, parecido com o Windows. Mas as coincidências param por aí – na verdade não, mas deixa pra lá. ;-)

Acontece que o KDE pode ficar com a cara que você quiser. Ele possui, entre sers recursos padrões – onde não é preciso que você baixe programa “extra” algum – opções que permitem ao usuário ter um ambiente bem custmizado.

Cansado da aparência “Windows”? Aquela com barras, “menu iniciar”, ícones na área de trabalho? Que tal um ambiente ao estilo NextStep©, como o Windowmaker?

Não vou explicar passo-a-passo como fazer, mas mostrar como fazer algumas modificações.

Acabar com os ícones na área de trabalho:

Não basta somente apagar tudo que você tem nela – isso seria óbvio demais -, pois você ainda sim teria a opção de, quando salvar alguma coisa na pasta Desktop, poluir a sua tela.
Para fazer isso, botão direito na área de trabalho, e, em seguida, “Comportamento”. Desmarque a opção “Exibir ícones na área de trabalho”. Aplique as mudanças e dê adeus á poluição da sua tela!

A maioria dos mouses hoje em dia têm três botões. Muita gente não sabe, mas aquela “rodinha” no centro do roedor é um botão!

Mas os ambientes atuais não dão muita utilidade à ele. À menos, é claro, que você utilize algo como o Enlightenment, que faz questão de utilizar todos os botões.

No KDE ele normalmente serve para exibir uma lista com as janelas abertas, quando acionado em um lugar vazio da área de trabalho. Se no painel principal, é capaz de mover os botões e mini-aplicativos encontrados nele. Se clicado num arquivo, utiliza a ação padrão sobre este arquivo, que normalmente é abrir com algum programa externo (duplo-clique para quê?).

Mas isso é totalmente personalizável. Você pode utilizar qualquer um dos três botões para as tarefas que quiser. Ou nenhuma, se preferir.
Para ver quais são as opções, clique com o botão direito – por enquanto ;-) – na área de trabalho, clique em “Comportamento” e em “Ações do botão do mouse” escolha o que cada botão faz.

Darei uma breve descrição de cada ação:
– Nenhuma ação: Não faz nada.
– Menu de Listas de Janelas: Exibe uma lista com as janelas atualmente abertas.
– Menu da Área de Trabalho: Exibe o menu onde podemos encontrar opções como “Organizar ícones”, “Fechar Sessão”, “Configurar Área de Trabalho”, etc.
– Menu de Aplicativos: Exibe o menu que aparece quando clicamos no “Botão K”. É o menu principal do Ambiente.
– Menu de Favoritos: É um acesso rápido aos seus favoritos, sejam eles páginas da Internet ou Locais no Sistema de Arquivos.
– Menu Personalizado 1: Permite que você abra um menu somente com lançadores de aplicativos definidos por você. Para editar esta lista, cique em “Editar…”.
– Menu Personalizado 1: O mesmo que a opção anterior.

Agora é só deixar sua imaginação rolar…

Agora, como criar aqueles “Docks”, típicos do WindowMaker? O KDE atualmente possui esta opção, mas ela não é tão versátil quanto a do WindowMaker.

Para isso, clique com o botão direito no Painel Principal. “Adicionar Novo Painel” >> “KasBar”.

Aparecerá então, no canto superior-direito uma “Barra”, com um relógio, um monitor do sistema e docks correspondentes ás janelas abertas no momento.
Para configurar este Dock, clique com o botão direito no relógio. “Configurar KasBar”. Ja janela que se abre, selecione o tamanho, posição, etc.
O melhor deste dock é que ele exibe uma miniatura da Janela, se ela for um aplicativo do KDE! Que Windows Vista que nada! (embora o enlightenment já faça isso há um bom tempo…)

Também é possível mandar uma determinada janela – pra p* que o pariu – para a “bandeja do sistema”, clicando no dock correspondente e em “Para o Painel”.

Tá, mas eu ainda tenho o Painel Principal, e o WindowMaker não tem essa frescura. Confesso que essa parte é difícil mesmo. No WindowMaker é possível ter docks que são lançadores para aplicativos. Eu não achei essa opção no KDE. Mas é fácil “gambiarrizar”.
Faça o seguinte: adicione mais um painel ao seu Desktop. Botão direito, “Adicionar Novo Painel” >> “Painel”. Agora clique com o botão direito nele, “Configurar Painel”. Na janela que se abre, Deixe a opção “Comprimento” no valor mais baixo possível. Defina também em que posição da tera esse painel ficará, bem como o seu “Tamanho”.
Em “Ocultação”, desmarque a opção “Mostrar botão de ocultação do painel no lado direito”.
Em “Aparência”, na parte “Plano de Fundo dos Botões”, na opção “Aplicativos” selecione um plano de fundo para os botões que serão na verdade docks.

Aperte OK e tenha uma imitação barata (não custou nada, não é?) de um típico WindowMaker!

Mas você ainda quer mais. Quando você abre o menu iniciar, aparece aquela imagem lateral, como no Windows. E você xinga a mãe do Windows, não é? haua

Vamos tirar esta indecência. Clique com o botão direito no painel Principal e “Configurar Painel”. “Menu” e desmarque a opção “Exibir Imagem Lateral”. Pronto, calminho agora? ;-)

Mas isso ainda está com cara de KDE! Que tal um tema parecido com o WindowMaker?

Para isso, acesse o Centro de Controle (kcontrol), navegue até “Aparências & Temas” >> “Decorações da Janela”. Selecione o Tema “KStep”.

É importante notar que, no KDE, você pode escolher a disposição dos botões das ações da janela (sair, minimizar, etc). Para isso, clique na aba “Botões”, na mesma janela.

Depois navegue até “Aparências & Temas” >> “Estilo”. Escolha então o estilo “NEWstep”.

Clique em “Aplicar”.

“Ah, mas o OS X – que é baseado no NextStep? – tem aquel barrinha no topo da tela. Eu quero uma também!”
Calma, meu filho. Nessa vida tem jeito para tudo ;-)

Ainda no Centro de Controle, navegue até “Área de Trabalho” >> “Comportamento” e marque a opção “Barra de Menus do Aplicativo Atual (Estilo Mac OS)”. Clique em Aplicar.

Mas você quer que, quando rolar a rodinha do mouse na decoração da janela, a mesma seja “enrolada”.
Mais uma vez, “Área de Trabalho” >> “Comportamento da Janela”. Na aba “Ações da Barra de tìtulos”, na opção “Evento na barra de título ao usar a roda do mouse”, selecione a opção “Sombrear/Desombrear”. Aplicar.

Esta opção também pode ser acessada se você clicar com o botão direito na barra de títulos de qualquer janela e “Configurar o comportamento da Janela”.

Você pode também mudar cada cor do tema das aplicações do KDE. Desde cor das fontes, menus, botões, etc. “Aparências & Temas” >> “Cores”. pode até salvar um esquema de cor, para utilizar futuramente.

Bem, acho que, em relação à modificação do tema, já é o bastante.

Aqui vai uma screenshot do possível resultado final:

Aqui vai outra, mas com um tema do Windows – blasfêmia!. Só que neste caso eu utilizei um programa chamado Tasty Menu, que é um alternatva ao Kmenu.

Mais recursos do KDE!

Para quem não sabe, no KDE é possível utlizar um papel-de-parede para cada Área de Trabalho Virtual. Isso não tem nada de útil quando se fala em produtividade, mas é um ponto a mais para o usuário que não se decide qual papel-de-parede utilizar (eu ;-) ).
Quanto mais desktops você tiver, maior será o consumo de memória. E, se você definir um wall para cada um, aí é que a memória vai “pro saco”. Mas, como eu utilizo só dois, não me preocupo muito com isso.

Para fazer isso, na hora de definir a imagem de plano de fundo, na opção “Configuração para a área de trabalho”, marque qual área de trabalho será afetada. Fácil, né?

Você se lembra que, no texto anterior (ontem?) eu disse que o Konqueror é capaz de pré-visualizar quase todo tipo de arquivo? Mas se você quiser adicionar uma nova ação no menu “Pré-visualizar com”? Para isso, ache o diálogo ‘Associações de Arquivo”, que pode ser acessada pela janela Configurar, nas opções do Konqueror, ou pelo Centro de Controle, em “Componentes do KDE”, “Associações de Arquivos”.

Obs: Lembre-se sempre: no KDE, sempre há mais de uma maneira de chegar à uma opção. O trabalho maior é achar um destes caminhos ;-)

Procure a extensão do tipo de arquivo desejado, ou procure ela no campo de busca.

No caso, estou procurando a extensão .odt, para arquivos de texto.
Selecione o resultado da procura, e na aba “Embutir”, clique no botão “Adicionar”, selecione uma das opções da lista, e cique em OK. Clique em aplicar, ou OK.

Bem, acho que é o bastante por agora. Até a próxima então.

Anúncios

3 Comments

  1. Gustavo Lopes de Oliveira Santos
    Posted novembro 8, 2007 at 13:58 | Permalink

    Excelente!

  2. Thiago Bezerra
    Posted novembro 8, 2007 at 17:02 | Permalink

    Ainda acho o visual do KDE quadradão. Quadradão quanto ao velho conceito de painéis… e tudo o mais: botões quadrados, lista de janelas com botões quadrados, o Kmenu também é quadrado, e as alternativas a ele… ou seja, não tem um design mais “arrojado”, que fuja dos elementos quadrados ou retangulares. E todos os sistemas e interfaces seguem esse caminho, sendo o único “inovador” de interface o MacOS X, e isso é um fato.

    Mas isso sem mencionar a funcionalidade de um “konqueror” da vida, é claro. No mais, eu ainda prefiro o Gnome, porque os principais aplicativos open source são feitos em GTK… e o GTK não se integra de maneira 100% satisfatória com a interface do KDE. E, sim! o KDE tem visual windows 90% das vezes, por mais costumizável que seja… mesmo que fique parecido com o window maker, ainda faltaria o “mecanismo” que torna o window maker especial, a parte ativa da coisa.

    Espero que essa versão 4 fuja mais dos quadrados, assim como o gnome também precisaria de algo nesse sentido, quando aos velhos painéis retangulares.

  3. Posted novembro 8, 2007 at 19:11 | Permalink

    Thiago, Nunca utilizei um Mac, mas pelo que vejo em vídeos, capturas de telas, etc, ele é redondo pelo fato de o tema acqua apresentar este visual ao usuário. Você pode, por exemplo, aplicar um tema acqua no GNOME ou KDE. Não ficam como o OS X, é claro, mas podem quebrar um galho.
    É lógico que o Mac tem um visual único, que será difícil de ser totalmente “copiado”, mas acho que não há caminho para as interfaces gráficas que não sejam estes “quadrados” que você diz. Você pode até inovar, como o dock do OS X (há vários “clones” dele para Windows e Linux), mas no fundo o recurso que o usuário mais utilizará serão os menus. E aí não tem jeito: eles devem ser “quadrados”. Você pode até fazer eles “se mexerem igual meleca”, mas ainda sim serão “quadrados”, quando estiverem parados.
    Quadrado seria então algo fácil de entender, não necessariamente dependendo do tema utilizado. Se um monitor – principal interface comunicação entre o computador e o usuário – é plano, colocar os ítens lado-a-lado (e acima/abaixo) ainda é a melhor maneira. E há uma ordem para isso. Colunas e linhas, que definem menus e os demais ítens de uma janela (é claro que é mais complicado que isso, tanto que acredito estar falando besteira já). Isso é ser quadrado.

    Criar menus com efeitos 3d (com profundidade, por exemplo) provavelmente só confundiria o usuário. Se quiser experimentar algo do gênero, veja o looking-glass, que tenta fazer isso).

    Veja essas screens do KDE e GNOME com tema Acqua:

    Esta última imagem é do site do Hamacker.

    Enfim, são somente imitações no tema.

Comente

Required fields are marked *

*
*

%d blogueiros gostam disto: