Porque eu gosto do KDE

Mas quem é KDE? É uma nova banda de heavy-metal?

Não. Tratarei aqui de mais um assunto nerd. Não posso fazer nada contra isso.

Aqui falo porque gosto do KDE, que é um dos ambientes gráficos mais utilizados do mundo. É sério.

Primeiro, vou contextualizar a coisa. Está acontecendo um alvoroço muito grande em torno do desenvolvimento e lançamento da mais nova versão deste ambiente, a versão 4. Nunca vi tanta gente esperando o lançamento de um ambiente gráfico! Êita povo nerd!

Lembro que, embora a maioria das pessoas que utilizam o KDE usem Linux, este ambiente é multi-plataforma, agora mais que nunca, tanto que não rodará mais somente nos *ix da vida mas também será portável para Windows e OS X! Parte desse alvoroço se dá por essa nova característica. Mas isso é só frescura. Vou continuar utilizando ele no Linux ou quem sabe no FreeBSD.

Dentre outras novidades, posso citar o uso da nova versão da toolkit Qt, que está na versão 4. Ela apresenta uma interface mais atraente, com mais recursos gráficos, e certamente com mais recursos na parte “bruta”, que só interessa aos desenvolvedores. Mas ao que parece ela está muito melhor para aplicativos que utilizam cálculos matemáticos, pois boa parte dos programas que utilizam Qt4 que eu testei realizavam muito bem estas operações, na geração de gráficos e animações. Mas isso não vem ao caso.

O KDE é conhecido por ser um ambiente que apresenta várias opções de configuração, para que o usuário deixe o computador com a sua cara. E tudo isso ao alcance do mouse. De forma fácil e simples.

“Mas você não usa Slackware, e gosta de fazer as coisas sempre do jeito mais difícil? Não gosta de fazer tudo na unha?”.

Não vamos entrar nestas discussões que não dão em nada, OK?

Mas do que eu ia falar mesmo? Ah, tá certo.

O porquê eu gosto deste ambiente.

Hipóteses:

– Sou um ex-usuário do Windows. Logo, gosto de algo que tenha a cara do Windows.

– Sou um noob – conheci este termo hoje -, que não tem a coragem de usar um ambiente “alternativo”, como fluxbox, etc.

– Quero ser chato mesmo, pois lá na UEM o povo tudo utiliza o GNOME e acham ele o máximo.

Por falar nisso, teve o FLISOL aqui em Maringá, tempos atrás. Para quem não sabe, FLISOL significa “Festital Latino-Americano de Instalação de Software Livre”. Resumindo, é um evento onde nerds falam para nerds como o Linux é melhor que qualquer outra coisa. E eu adoro isso ;-)

E o Linux escolhido foi qual? O Ubuntu, é claro! E Ubuntu rima com GNOME, certo? (liberdade poética, ué). Pois bem. O “GNOME é a melhor coisa do mundo”, diziam.

E, ao que parece, eu era o único usuário do KDE lá no meio. Havia até um cara que falou do Enlightenment, mas a nossa conversa sobre este ambiente foi breve.

Alguns dizem que quase deu briga entre eu e o palestrante, quando ele falou mal do KDE. Mas é exagero. Só não gostem que fale mal do meu dragãozinho ;-)

Aí esses dias tava eu no Fedora, lá no DIN, acessando uma página sobre como deve ser escrito um programa para o KDE (identação, abre-fecha chaves, etc), e vai o cara e diz: “Mas você gosta mesmo do KDE, hein?”.

Me pergunto: o que há de tão errado com o mundo? hauahua

Voltando ao assunto principal… Qual era mesmo? Ah, porque gosto do KDE.

Ah, chato. Vou começar falando o que eu acho ruim no KDE:

– Ele é consideravelmente mais lento no tratamento e manipulação de imagens que os programas em GTK+, ou até mesmo do GNOME. Não há o que falar. O Krita é muito mais lento que o Gimp na hora de aplicar efeitos; Dar um zoom em uma imagem seja qual for o visualizador que você esteja usando, é mais lento que em outros programas em GTK.

Muito mais lento, para falar a verdade.

Experimente. Abra uma imagem com o Kwickshow, Kview e outra com o Eog. dê um zoom de 200% em todos eles. Verá como nos dois primeiros o tempo pode ser considerado uma eternidade, quando comparado ao terceiro.

Esse problema também acontece na renderização de páginas de arquivos em PDF. No KDE (Kpdf), as páginas são melhor renderizadas do ponto-de-vista gráfico, mas são mais demoradas que em outros aplicativos, como Evince ou Xpdf, resultando num “leg”- que faz o processador ir lá no alto – na transição de uma página para outra.

– O navegador padrão, Konqueror, é muito bom em recursos – sim, é verdade. É compatível com sites de vídeos, se tiver o plugin do Kaffeine; apresenta boa integração com os aplicativos locais, como players de áudio, editores de texto, imagens, etc. Além de ter corretor gramatical nativo, sem necessidade de instalação de programas extras (extensões, embora suporte este recurso). Mas tem um terrível problema de compatibilidade com alguns sites. Isso irrita. Ele se dá melhor com sites com ajax (se você usa o wordpress, movimente essas “coisinhas” em torno do editor com o firefox e konqueror, que notará a diferença). Mas há site, como os da suíte de escritório do google, que simplesmente não vão nem com reza braba!

Mas ele ao mesmo tempo traz recursos que não são vistos no Firefox, por exemplo. Exibir duas ou mais páginas simultâneas, na mesma janela? Não é para qualquer um não. Que eu saiba, só o Opera e o novo Netscape fazem isso. Mas não tão bem quando o Konqueror. Várias páginas, dos principais Gerenciadores de Janelas do X. E ainda assistindo um vídeo no site globo.come no site Br-Linux, é claro ;-)

 

Problemas em ter duas ou mais páginas na mesma janela com o Firefox? Pois o Konqueror faz isso nativamente!

– Muitas mudanças que você faz no ambiente necessitam que o mesmo seja reiniciado (o ambiente, não o sistema), como na mudança do tema do cursor do mouse. No GNOME, por exemplo, a mudança é imediata. Imediata mesmo, clicou, aplicou!

Mas vamos ao que eu gosto nele. Tô enrolando muito já, né? Aqui é que nem o programa da Márcia “Gostimiti”. – Mas antes, vamos aos nossos comerciais ;-)

– Ele é completo. Não. Não tão completo quanto o Emacs, mas à sua maneira.

Se você instalar o sistema e, em seguida, instalar o KDE, terá um ambiente totalmente pronto para uso. Ele é “auto-suficiente”. Uma boa suíte de escritório (Koffice), um navegador Web (konqueror), um gerenciador de arquivos (konqueror), um gerenciador de pacotes (Kpackage), um aplicativo para manipular “arquivos zipados” (Ark), um bom programa de mensagens instantâneas, com suporte à webcam (kopete), um gerenciador de downloads (kget), vários players de áudio e vídeo (noatun, juk, kaboodle, kmid, etc), e mais outros que podem ser baixados em outros sites (amarok, kaffeine, kmplayer, etc). Isso sem contar os jogos e “brinquedos”, que são melhores que os do – bleeh – Windows ou do GNOME. Programas de astronimia, química, “datilografia” (ainda tem esse nome?), gravador de CDS e DVDs (k3b), ripador de CDs, (k3b e kaudiocreator), gerenciando seus e-mails (Kmail), lendo notícias (akregator), colocando notas – post-its – no seu Desktop (knotes). A melhor interface gráfica para o CUPS (kprinter).

Programas mais “profissas”, como o Umbrello, Kdevelop, Quanta-Plus, Kate.

Ah, e tem mais de uma opção para várias coisas: editar textos com o kate, kwrite ou kedit?; Ouvir músicas no juk, kaboodle, noatun, kaffeine ou amarok?

Possui um bem-feito “emulador de terminal”, o konsole, que eu quase nem utilizo, pois substituí pelo excelente yakuake, que é uma “extensão” do konsole.

Dezenasde utilitários e programas para a manutenção do sistema, que chegam a fazer o usuário se esquecer da linha-de-comando. “O que! Isso não! Sem linha-de-comando não dá!”.

Um centro de controle! O que o povo do Ubuntu mais abomina! (o lema destes é: tudo à no máximo três cliques. Lema legal, daí vem a simplicidade do GNOME).

– Tudo-em-um. Esta é a parte mais legal.

Você pode abrir um player de música aqui. Um leitor de PDFs acolá. Um player de vídeo aqui. Um navegador web lá no outro canto. Um visualizador de arquivos de texto, apresentação de slides lá no outro, uma janela do terminal, transferir arquivos de um servidor ssh ou ftp, e mais tudo que pode imaginar.

Fazer tudo isso é legal, não? Agora imagine fazer isso tudo num só programa!

Isso é ruim, muitos dizem. Filosofia do GNOME. Cada coisa fazendo a sua função, da melhor maneira possível. Sim, ótimo pensamento, concordo plenamente.

Mas se você não quiser necessariamente fazer as coisas deste modo? Quiser fazer de outro jeito? Você quer ter a liberdade de fazer como quer, e não de uma maneira pré-definida, não? – diga que sim, senão eu não sei onde enfio a cara ;-)

O KDE oferece esta liberdade. Por enquanto, pra dizer a verdade. Comento sobre isto depois.

Quem é o aplicativo que faz isso?

Ele se chama Peter Petrelli – aff. assistindo Heroes demais. Ou melhor, Konqueror. É capaz de ‘absorver os poderes’ de outros programas. Programa ferrado esse! ;-) (Mas antes de Peter, existia a Vampira. X-Men, lembra? ;-)

Funciona assim. Você está gerenciando seus arquivos. Ele é muito bom nisso. Aí quer acessar uma página na Internet. Abrir uma janela do navegador? Isso é coisa do passado! Como diria aquele comercial de absorventes, abas são tudo! hauahau

Você abre outra aba, com o popular Ctrl+T. E, no campo do endereço, digita o site que você quer acessar. Ao carregar a página, imediatamente o programa se ajusta para se comportar como um navegador web. E a outra aba, onde você está gerenciando seus arquivos, continua lá! Se você voltar nela, imediatamente o programa voltará a agir como um gerenciador de arquivos.

Tá legal, mas você quer abrir um arquivo em PDF ou PS, mas sem abrir um programa externo. Localize o arquivo, clique com o botão direito em cima dele e, “Pré-Visualizar com” >> KPDF.

Voila, você tem um arquivo PDF aberto na mesma janela que navega na web!

Este truque funciona também em documentos de texto (.doc, .odt), em modo somente-leitura.

Você pode também visualizar pacotes “zipados”. O truque é o mesmo que o acima. Botão direito e “Pré-Visualizar em Arquivador”. É o Ark.

Isso funciona igualmente bem para imagens também.

Vídeos e músicas! Localize o mesmo. “Pré-visualizar em” >> “Kaffeine-Xine”.

 

 

 

Assintindo o excelente filme ‘Eu quero ser John Malkovich’, navegando no site kernel.org e no FTP do KDE

 

 

 

 

Ouvindo boa música: Moby – In This World

Você estará assistindo um vídeo, acessando a Internet, visualizando arquivos pdf, chupando cana e assoviando ao mesmo tempo!

Mas isso tá ficando chato. Par quê fazer tudo isso num mesmo lugar? Eu poderia gaguejar e dizer: ‘Compare o consumo de memória deste programa fazendo tudo isso com vários programas, cada um fazendo uma só coisa. Verá que o consumo será bem menor na primeira situação’. Embora se você abrir muitos recursos, o programa ficará instável, portanto use com moderação.

Vamos ver mais.

O Windows Vista é um sistema muito inovador, certo? Ele veio com um recurso de pré-visualização de arquivos, quando você passa o mouse sobre eles, certo? Pois bem, ele começou à fazer em 2007 o que o KDE já fazia em 2003. Sem comparação, né?

Diferentes modos de visualização:

Este não é um recurso lá muito inovador, pois a maioria dos gerenciadores de arquivos apresenta diferentes maneiras de apresentar a estrutura de diretórios e arquivos para o usuário: lista, ícones, árvore, etc. nada demais.

Mas há um modo que gerenciador algum tem. Imagine que você está em sua pasta, e quer saber o quanto cada arquivo ocupa. Mas não quer saber por meio de números. Números são chatos! Você quer ver o “tamanho” de cada arquivo.

Para isso, acesse o menu “Ver” >> “Modo de visão” >> “Visão do Tam. Arquivo”.

Neste modo, você pode gerenciar seus arquivos normalmente, excluir, mover, etc.

Este método só tem um problema: quanto mais “pastas dentro de pastas” você tiver, mais demorado será o processo de formar os blocos. Isso é normal, levando em conta que ele vizualiza todo e qualquer coisa que esteja na sua pasta. Inclusive arquivos ocultos. Assim, você pode descobrir qual arquivo está consumindo aquele espaço danado em disco (descobri que tenho alguns arquivos na ordem de gigabytes escondidos por aí ;-)).

Posso, numa mesma janela ter, não somente abas, mas várias “subjanelas” simultâneas, que podem fazer coisas totalmente distintas! Para isso, acesse o menu “Janelas” >> “Separar a Visão em Esquerda/Direita” ou “Separar a Visão em Topo/Base”. Combine estas suas opções para obter o que quer. Uma pode ser um navegador web, outra um visualizador de arquivos PDF, na outra um player de vídeo, na outra um player de áudio, e assim vai. E, dependendo da parte selecionada, o programa assume o comportamento correspondente.

 

 

Assistindo à dois vídeos e gerenciando arquivos. Tá certo que assistir dois vídeos ao mesmo tempo não é algo lá muito recomendável…

Recursos legais para preguiçosos:

Você está na boa. Ligou o PC. Quer fazer uma busca no google. Mas abrir um navegador, digitar no campo de endereço “www.google.com” e, em seguida digitar o que vc procura… Isso é chato.

Faça o seguinte. Dê Alt+F2 e digite: gg: linux

Com isso o sistema vai abrir uma janela do navegador com o resultado da procura por “linux” no google!

“Ah, mas eu não uso o google, então isso não me serve em nada”. Você só pode ser uma anta se disser isso… haahua.

Há vários “protocolos” de busca no KDE. Você pode inclusive criar os seus próprios.

Para isso, no Centro de Controle, navegue até “Internet e Rede” >> “Navegador Web” >> “Atalhos da Web”.

Veja quantos! E isso funciona tanto no diálogo de “Executar”, quanto na barra de endereços do gerenciador/navegador.

Tente apps: programa, que ele irá procurar novos programas diretamente do site kde-apps.org!

Mas eu quero um novo! Quero procurar no site do Ubuntu por algum pacote!

Para isso, na janela do Centro de Controle, clique em “Novo”, e preencha os campos da seguinte maneira:

Procurar Nome de provedor: “Pesquisa de pacotes para o Gusty”

URI de Busca: http://packages.ubuntu.com/cgi-bin/search_packages.pl?keywords=\{@}&searchon=names&subword=1&version=gutsy&release=all

Atalhos URI: gusty

Em seguida, dê OK e Aplicar.

Pronto. Agora você poderá pesquisar um pacote no site do Ubuntu com o seguinte comando: gusty: pacote

Mais fácil, impossível.

Um truque para gerenciar arquivos:

Imagine que você tem vários arquivos numa pasta. Arquivos das mais variadas extensões. Mas você só quer os PDFs! O que fazer?

Opção 1: Procurar manualmente: muuito chato.

Opção 2: Filtrar o que você quer. Para isso, na barra de endereço escreva: /home/sua_pasta/*.pdf e dê enter. Assim só serão exibidos os arquivos que terminam com “.pdf”. Você pode utilizar os curingas * e ?, como no “modo-texto”.

Opção 3: Procurar, recursivamente ou não. Para isso, utilize a seqüencia Ctrl+F (find). Digite o termo que procura no campo “Nome”. Desmarque a opção “Incluir subpastas” para não procurar em subdiretórios.

Opção 3: Para quê serve o terminal? Acesse o menu “Janela” e “Mostrar emulador de terminal”. Agora digite “ls *.pdf”. Fácil.

Opção 4: Imagine que os arquivos em questão não estejam com as devidas extensões. No Linux extensões pouco importam, sabia? Você então vai querer exibir somente os arquivos do tipo PDF, e não somente extensão .pdf. Para isso, clique num ícone ativo de alguma das barras e em “Barras de Ferramentas”, marque “Barras de Ferramentas Extra”. Clique então num ícone em forma de un funil. Aparecerá um menu com o título “Somente mostrar ícones do tipo”. Marque quais tipos de arquivos serão exibidos. É possível marcar mais de um, se a opção “Usar múltiplos filtros”, que está no mesmo menu, estiver marcada. Pode ainda, se marcar, neste menu, a opção “Mostrar contador”, a quantidade de cada tipo de arquivo de arquivo.

 

 

Cadê o arquivo que estava aqui? O dragão comeu. “Cospe pra fora muleque!”

Em rede ou local, tudo é igual. Isso até rima, e é o espírito do KDE!

Em 1995 (1994?) a Microsoft lançou o Windows 95, que veio com o intuito de ser um sistema operacional para a Web. Frescura. Nunca conseguiram. haua

O KDE sim, está perto deste objetivo.

Quero editar uma imagem. Abro o kolourpaint, um editor de imagens bem parecido com o MS paint. Mas a imagem que quero editar não está na minha máquina, mas na Internet. O que fazer? Ir no site, baixar a imagem, salva-la em alguma pasta e, em seguida, abrir ela com o kolourpaint. Isso é chato.

Vamos fazer diferente, encurtar este caminho. Ache a imagem na Internet:

Alt+F2: images.google.com

Clico com o botão direito nela e, “abrir com” >> “kolourpaint”.

Mas isso é chato. vamos fazer diferente. Anote o endereço da imagem. Num bloquinho de papel. Ou, dê um Ctrl+C.

Agora abra o kolourpaint.

Arquivo >> Abrir.

No campo de localização do arquivo, dê Ctrl+V. Abrir.

Pronto! A imagem foi carregada!

Terceira forma, somente visualização:

Dê Alt+F2. Digite o endereço da imagem. Dê enter.

A imagem é baixada e aberta com o programa padrão para imagens.

Lembrando que isso funciona para qualquer tipo de arquivo, em qualquer programa do KDE.

Abra uma música assim no amarok, abra um vídeo no kaffeine ou kmplayer. Funciona!

Para se conectar à uma maquina remota, via ssh, faça:

Alt+F2, e digite: fish://user@máquina:/diretorio

Será aberto um diálogo perguntando a senha para o acesso á máquina como usuário user. Simplesmente digite seta senha e clique em OK.

Com esta janela aberta, você pode copiar o endereço da imagem e abrir em qualquer aplicativo. Este endereço será algo como: fish://user@máquina:/diretorio/imagem.png

Atribuindo um nome à um aplicativo do KDE (piadinha idiota com os desenvolvedores):

Você criou um programinha para o KDE. Mas não sabe que nome dar à ele. Faça o seguinte: Pense num nome que lembre a função do programa. Um nome que tenha uma ou mais letras “C”. Agora, substitua estas letras “C” por um “K”. Pronto! Você tem um programa para o KDE!

E onde encontrar estes aplicativos: No site www.kde-apps.org, ou pelo protocolo apps:

O KDE pode ficar com a cara que você quiser!

No GNOME, os botões dos aplicativos são grandes e com uma pequena descrição embaixo. Isso é legal. Facilita o uso pelos novos usuários. Mas nele modifcar este comportamento não é lá tão simples.

“Complicado no GNOME? Você só pode estar brincando”. Na verdade confesso que sou meio burro no GNOME. Pura ignorância.

No KDE, você pode ter estes botões do jeito que quer. Quer um ícone de que tamanho? Clique como botão direito no ícone e mude o tamanho em “Tamanho dos ícones”. Eu deixo 32×32 aqui.

Quer que não apareçam ícones, mas só as descrições dos botões? Mude “Posição do Texto” >> “Apenas texto”.

Ícones com uma descrição embaixo? “Textos sob os ícones”.

Ao lado? “Texto ao lado dos ícones”.

Quer que o conteúdo das pastas faça referência ao tipo de arquivos que ela contém, como no Windows (blehh)?

“Ver” >> “Ícones de pastas refletem seu conteúdo”

Isso tudo é liberdade de escolha.

Bem, acho que é melhor eu parar por aqui, pois o texto já está extenso e confuso demais. E isso dificulta a sua leitura, já que estou com preguiça de formatá-lo.

Mas saibam que isto não é tudo. No próximo texto falarei mais da questão da aparência do KDE.

“Mas ele é uma imitação do Windows” – dizem algumas pessoas dos outros ambientes.

Vou mostrar que ele é bem mais que isso. Muito mais que você imagina. Mas só numa próxima ocasião.

Ah, e antes, deixa eu explicar porque eu disse lá em cima “O KDE oferece esta liberdade. Por enquanto, pra dizer a verdade”.

É que uma das intenções do KDE4, a nova versão do ambiente, é deixá-lo mais simples. Até parecido com a filosofia do GNOME. Isto está implícito nos menus, nos ícones, no gerenciador de arquivos (dolphin). Mas isso não significará que ele perderá recursos. Estes só não ficarão tão expostos quanto agora. Algumas pessoas dizem que isso confunde o usuário. Besteira… hauahau

Veja aqui a cara do Dolphin, que é mais leve, mas é béeeem mais pelado. O Konqueror continuará lá, mas “em segundo plano”, utilizado mais como web browser.

 

 

Dolphin Peladin ;-) Não consigo me acostumar. Mas é mais uma opção para os usuários do KDE

Ou seja, quando alguém te perguntar “De quantas maneiras é possível fazer uma mesma coisa no KDE?”. Você pensa. Pensa e diz: “Cinco!”.

 

 

Fazendo tudo, menos gerenciando arquivos!

Bem, eu normalmente costumo colocar os links dos programas que cito, mas como são muitos, e eu estou com pressa, só numa próxima vez. Mas anote ao menos estes:

http://www.gnome.org/

http://www.enlightenment.org/

http://www.kde.org/

http://www.trolltech.com/

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21 Comments

  1. Posted novembro 8, 2007 at 9:53 | Permalink

    Muito bom o texto, parabéns.

    Eu utilizei o KDE por longos anos (anos?) mas hoje em dia utilizo o gnome ou o fluxbox. É preciso considerar também que a QT não é Livre e o GTK sim, para mim a questão é que os desenvolvedores do Gnome deveriam fazer o mesmo e ter inclusive bons paineis de controle como os do KDE…

    Mais uma vez ótimo texto =)

    InFog

  2. Posted novembro 8, 2007 at 10:21 | Permalink

    Gostei muito do seu artigo.
    Gosto muito do kde sim, mas ao contrário de você, odeio o visual windão, então tento sempre fugir disso.
    Em 1999 começei a usar o AfterStep e achava o máximo, mas não é nada prático, hoje em dia, quero aliar a praticidade a um visual alternativo então uso o XFCE.
    Porém, me recuso a abrir mão de programas que pra mim são clássicos e por isso tenho as libs do KDE instaladas no meu sistema, programas como K3B (incomparavelmente superior ao Nero do windows na minha opinião), Ktorrent, Kbluetoothd e por ai vai.

    Mas no fim de tudo, o legal é isso, temos muita opção a nossa disposição.

    Abraços.

  3. savit
    Posted novembro 8, 2007 at 10:25 | Permalink

    Imagina se um dia vc aprende a usar o gnome, vai ficar bom, em?! hauahauahaua

  4. Posted novembro 8, 2007 at 10:50 | Permalink

    Também prefiro o KDE. Acho ele mais parrudo do que o gnome. Mas ele peca na complexidade. É coro geral que para conquistar o desktop e o usuário final, todo linux deve ser mais objetivo, simples. O uso do dolphin parece trazer a comunidade de desenvolvedores para esse caminho. Apesar da importância do konqueror nao dá para competir com o firefox. Acho que ai reside um problema, que é essa mania de querer deixar o kde completo, construindo alternativas de softwares já consagrados em GTK. Veja o Ubuntu, pq ele é melhor que o Kubuntu, sendo o mesmo sistema. É que a versao KDE vem sem firefox, sem openoffice, sem gimp, em vez disso softwares escritos em QT como o konqueror, koffice e krita. para usuários finais nao dá para dizer baixa pelo APT os softwares que estao faltando. Eu particularmente uso o Kurumin, que tem as janelas do KDE com seus softwares imbativeis como o kopete, amarok e K3B e também o firefox, openoffice e gimp, acaba sendo mais ecumênico.

  5. Wilton Lazary.
    Posted novembro 8, 2007 at 11:02 | Permalink

    Concordo plenamente com vc, prefiro mil vezes o kde doque o gnome. Lembro de muito tempo atraz quando o gnome me permitia configurar varios comportamentos, mas hoje ele e feito para nub, acho que o gnome tem seu lugar, mas do meu lado eu prefiro o KDE e suas possibilidades.

    Ps: Atualmente eu estou usando um mix de desktop gnome com aplicativos kde pelo simples fato do gnome integrar melhor com o compiz, espero que o kde4 venha bem integrado com o compiz e ai adios gnome.

  6. blaugusto
    Posted novembro 8, 2007 at 11:08 | Permalink

    Eu estou sempre aberto a experimentar novas coisas.
    Quando começei no Linux experimentei o KDE. Usava numa boa. Modificava várias coisas. Daí eu vi o Gnome e disse “Eu quero um!”
    Migrei.

    Daí vi seu artigo e achei muito legal. Mas várias das coisas citadas ou eu não acho tão util a ponto de trocar ou eu faço com maior facilidade. Como a questão dos icones, por exemplo. :-D

    Mas vallew a dica.

    Um abraço!

  7. Posted novembro 8, 2007 at 11:09 | Permalink

    Muito bom! Eu usava o KDE no Kurumin (há uns dois anos), mas achava-o “meio bagunçado”. Então conheci o Ubuntu e me interessei pelo Gnome.

    Mas esse seu post, dá uma outra visão do KDE. Acho que o Kurumin é que era “meio bagunçado”. Quando tiver um tempo, vou testar o KDE de novo. ;)

  8. rod
    Posted novembro 8, 2007 at 11:14 | Permalink

    Karakas! ótimo esse texto sobre o KDE! quando comecei a usar o linux em 1999, com o conectica, de cara comecei a usar o kde, depois “tentei” usar o windowmaker.
    Depois que migrei minha maquina pra linux, usei um pouco o gnome devido a facilidade de instalar temas, bootsplash e outros. Mas comecei a odia-lo depois de uma atualização de versao do gnome… deu pau em toda parte gráfica!
    e salve o KDE! Estou usando do openSuse 10.3 e tá ótimo! Agora… só aguardando a versao KDE 4!
    valeu!!!

  9. Posted novembro 8, 2007 at 11:46 | Permalink

    Ola,
    Primeiro: Parabéns pelo post.

    Também gosto bastante do KDE mas desde que o Ubuntu virou minha distro oficial tenho utilizado bastante o gnome. No Ubuntu o gnome esta bem integrado e rápido e o Kubuntu na minha opinião esta muito mal feito. Inclusive fiz um artigo sobre isso: http://www.guzenski.com.br/2007/08/27/personalizado-o-kubuntu-704/

    Nunca utilizei o konqueror da forma insana que você usa :), na verdade eu prefiro abrir musicas/imagens/etc nos seus respectivos programas e isso é bem chato de configurar no konqueror.

    Você mencionou que a renderização de PDF é mais rápida no gnome… eu discordo pois tenho aqui alguns e-books com mais de 300 páginas e se você abri-los no gnome e pular, digamos, para a página 100 o gnome demora bastante para apresentar a pagina, no KPDF é instantâneo.

    O que eu acho que o gnome tem de melhor:
    1 – O Nautilus mostra os thumbnails das imagens/pdf/etc sem fazer a “zona” que o konqueror faz
    2 – O Nautilus dá preview das minhas HQs (arquivos cbr e cbz), no konqueror nunca consegui.
    3 – Pidgin é melhor que o kopete (eu acho…)
    4 – Quase tudo que uso é GTK ou faz bind com GTK: firefox, eclipse, netbeans, pidgin.
    5 – Os programas em QT rodam direito no gnome (cor, temas, etc). Sei que isso nao é mérito do gnome
    6 – Os programas para gnome são sempre limpos e claros. Os do kde as vezes são uma bagunça
    7 – O Adept é um lixo comparado ao synaptic

    O que eu acho que o KDE tem de melhor:
    1 – Adoro poder configurar o tamanho dos icons dos menus e toolbars.
    2 – Temas como o “domino” principalmente com a alteração “edgy” são muito bonitos e bem acabados.
    3 – O koqueror tem alguns recursos legais: mover/copiar pelo menu , terminal, vários action scripts, tabs
    4 – O Kde tem alguns app killers como o k3b, amarok e o yakuake
    5 – Embora o kde possa usar mais memória, tenho a impressão que ele roda mais rápido que o gnome … principalmente quando se tem muitos sw abertos.
    6 – O kate é superior do gedit
    7 – Eu odeio uma barra em cima e outra em baixo no desktop (gnome) :)

    E para finalizar, gostaria de falar sobre uma das poucas coisas que acho errado no KDE que é a mania que eles tem de desenvolver tudo.
    – O Konqueror nunca vai ser o firefox, então porque não juntar forças e deixar o firefox bem integrado ao KDE? ou até mesmo fazer uma interface em QT?
    – O koffice não vai ser o openOffice, idem acima.

    abraços,
    Max

  10. Rodrigo Gnoatto Amaral
    Posted novembro 8, 2007 at 14:24 | Permalink

    É realmente difícil encontrar um texto assim, defendendo o ambiente que gosta, mas não denegrindo os outros. Parabéns!

    Eu sou um usuário do Gnome hoje em dia, já usei o KDE, mas o Gnome é mais a minha cara. Mesmo assim estou ansioso pela chegada do KDE4, boa parte do que eu gosto no Gnome hoje, o KDE4 promete atender, quem sabe eu mude de opinião e adote o KDE como meu ambiente padrão.

  11. cathal
    Posted novembro 8, 2007 at 15:16 | Permalink

    O artigo está ótimo, eu uso o KDE há muito tempo, adoro……

    Com relação ao comentário do InFog que a biblioteca QT não é livre, acho que ele está equivocado, a throlltech disponibiliza todo o toolkit em licença GPLv2 para quem for desenvolver aplicativos open source.

    E com elação ao comentário do Paulo Lafargue, sim o ubuntu é muito mais utilizado por ser a distro principal da Canonical, o Kubuntu tem uma equipe muito menor de desenvolvedores e um petrocínio e propaganda inferiores.

  12. Guilherme
    Posted novembro 8, 2007 at 16:44 | Permalink

    Olá, sou fã do kde. Na minha opinião, é o melhor gerenciador de janelas. Porém, não suporto a falta de estabilidade.

    Comecei a usar o kde em 2000… usei em várias distribuições, incluindo: slackware, connectiva, kurumin, kalango, knoppix, suse, etc… Perdi a conta de quantas vezes perdi meus trabalhos pq dava erro no sistema, o aplicativo fechava-se e aparecia aquela janelinha com a “bomba”(bugzilla): “reporte o bug…”. Assim, em 2005 migrei para o gnome.

    Com certeza, o kde está 1000% melhor do que a alguns anos, mas a instabilidade permanece. Alguns amigos fizeram testes com as versões mais novas, e os bugs que eram diários, passaram a se apresentar mensalmente. Espero que o kde4 tenha, na sua busca por simplicidade, resolvido todos estes problemas e nos presenteado com o WM mais robusto.

    Leandro, são artigos como o seu que me fazem ter vontade de remover todos os WM’s dos meus sistemas e voltar para o kde… Bom, kde4 está aí… tenho esperanças de que a migração esteja BEM PRÓXIMA. =D

  13. Posted novembro 8, 2007 at 17:44 | Permalink

    KDE é loco dimaais. Uso no Slackware, no Gentoo, no Kubuntu, no SuSE, no Mandriva, no FreeBSD, seja lá onde eu estiver eu uso KDE. hehehehe
    Vida longa ao KDE e waiting for kde4

  14. Firmo
    Posted novembro 8, 2007 at 19:36 | Permalink

    Bom texto, embora eu mesmo sendo um usuário KDE não conoorde totalmente com alguns pontos e ache que faltaram outros. Mas de todo modo o meu comentário trata mais dos outros comentários. Começando…

    “Qt não é livre”
    Qt é licenciado em GPLv2, então é livre. Sim, é verdade que se você quiser alguma aplicação proprietária em Qt vai ter que pagar pela QPL, já que a GPLv2 se tornará incompatível. Mas espera aí, não era anti-ético desenvolver software proprietário? De acordo com Stallman é, então se você concorda com ele, o Qt é livre o bastante. Se você (como eu) não concorda com ele pelo menos admita que é justo você pagar por aquilo que vai te proporcionar lucro.
    Não sei porque ainda insistem na tecla da licença do Qt…

    “KDE tem mania de fazer tudo sozinho”
    É verdade, eu adminto. No passado eu também torcia o nariz para isso, mas com o tempo eu comecei a entender os motivos, que são principalmente 2:
    – “Combater” o modelo catedral de produção: Alguém aqui sabe a dificuldade que existe em conseguir submeter uma correção no OpenOffice.org? No Firefox? Embora sejam livres o desenvolvimento é um tanto fechado em sua “panelinha”, algo que o KDE não concorda. Contribuir com o KDE é incrivelmente fácil, e os desenvolvedores querem que o usuário tenha ferramentas realmente abertas em seu modelo de produção, e não apenas em seu código.
    – Oferecer um programa com UI e código consistente com o resto do sistema: Não que a UI do GIMP seja necessariamente ruim, mas é fato que é extremamente controversa (eu pessoalmente odeio). O mesmo ocorre para o OO.o, e uma das metas do KOffice é oferecer uma alternativa que algumas (talvez poucas, talvez a maioria) espera. Em relação ao código, o OO.o é extremamente carregado e lento, o KOffice é uma alternativa mais limpa e rápida.

    “Ubuntu é melhor que o Kubuntu”
    Concordo. Mas isso não é problema do KDE. O problema é que a comunidade do Kubuntu é (infelizmente) muito diminuta, e ele tem muito menos espaço na “mídia”, o que dificulta muito as coisas. A questão é que não há pessoas suficientes no Kubuntu para manter o ritmo de novidades do Ubuntu.

    Não acho o KDE o deus dos WM, assim como o GNOME, o XFCE e o EvilWM não o são. Há falhas no KDE sim, como algumas que foram citadas aqui; mas também há muitos mitos e preconceitos, muitas vezes de quem apenas utilizou o GNOME no Ubuntu, que utilizou o KDE há 7, 8 anos, quando (obviamente) todos os WM eram muito mais limitados.

  15. Posted novembro 8, 2007 at 19:51 | Permalink

    Leandro, já fui um usuário fanático pelo KDE também, e não entendia como as pessoas podiam gostar do Gnome, que parecia ter um visual extranho e um jeito diferente de usar.

    Mas há quase dois anos só uso Gnome. Agora eu entendo porque quem usa o Gnome se sente confortável, ele é mais direto que o KDE, você não precisa ficar clicando em vários botões: Aplicar, Ok, Fechar. Apenas escolha a opção/ação e feche, ela será ativada instantaneamente. Simples.

    Agora, quer alterar algo mais avançado no sistema, use o gconf-editor. Embora eu concorde que algumas opções deveriam ser disponibilizadas mais facilmente, isto é questão de tempo e das pessoas fazer suas sugestões.

  16. Posted novembro 8, 2007 at 20:34 | Permalink

    Primeiramente,muito obrigado pelos comentários, que foram muito mais amistosos do que eu esperava;-)
    Ao contrário do que pareceu, eu não sou um fanático pelo KDE – fã-natico?. Gosto muito deste ambiente, e, como disse, acho que ele atualmente é o mais completo ambiente para Linux. O GNOME também? Sim, mas não tão quanto o KDE. Pois existem muitas aplicações GTK (que se integram bem ao KDE,seja com tema, seja com este programinha. Mas estas aplicações GTK não fazem parte do GNOME (o xfce é um exemplo de – vários – programa em GTK, mas que não é GNOME – assim como existem programas que utilizam Qt e não fazem parte do KDE.
    Já o KDE tem, anexado a si, toda esta gama de softwares.
    Por exemplo, Abiword (que “faz parte” da pseudo-suíte de escritório do GNOME) funciona normalmente sem que você tenha o GNOME instalado, tanto que funciona até para Windows.
    O próprio OpenOffice, que muitos acham que faz parte do GNOME, é algo independente.
    Eu mesmo o utilizo no KDE, com a aparência dele e tudo.
    Não que eu não goste do GNOME. Eu utilizei muito ele há tempos atrás, quando ainda estava na versão 1.8. Eu algumas vezes “falei mal” do GNOME só de brincadeirinha. Hoje mesmo, enquanto estava lendo estes comentários, tava um cara do meu lado com uma camiseta do GNOME, pois ele é fã deste ambiente. E eu tentei matá-lo? Ainda não… hauahuahau
    Freqüentemente pessoas como o André Noel ou o Lucas Veloso (membros ativos da comunidade GNOME) aparecem aqui onde eu faço estágio, e eu não tentei matar nenhum deles até agora… hauah
    O Hamacker, no Br-Linux mesmo comentou
    “Fiquei com a duvida se o cara gosta muito mais do KDE ou se ele realmente odeia mais o GNOME.”

    Gente, eu gosto do KDE e não tenho nada contra o GNOME! hauahau

    Como disse acima, o KDE ainda apresenta alguns “defeitos”, bugs que persistem, mas que ainda sim não impedem que o usuário utilize o sistema (o GNOME também tem, assim como quase todos os softwares que usamos).

    Escrevi este texto justamente pelo futuro lançamento do KDE4. Acredito que ele é um ótimo ambiente tanto para o usuário iniciante (que quer simplicidade), quanto para o usuário avançado, que quer um ambiente bastante customizável e poderoso.

    Quando digo o KDE, não estou dizendo “Kubuntu” ou “Suse”, mas o KDE “puro”, aquele que você baixa no site oficial, sem patches. Pois pode haver muita diferença deste ambiente nas várias distribuições – em conseqüencia destas customizações.

    Para quem gostou deste texto – que não é um artigo, nem tem a intenção,deixo claro ;-) – leiam o outro, que publiquei no dia seguinte à este, pelo link:
    https://leandrosan.wordpress.com/2007/11/03/porque-gosto-do-kde-pii-desmistificando-o-bicho/

    Ou pelo link no topo desta página, indicando o post seguinte.

  17. João Leme
    Posted novembro 9, 2007 at 1:03 | Permalink

    Meus parabéns pelo excelente artigo.
    Já usei tanto Gnome quanto KDE e diria que você acertou em todos os pontos em que tocou.

    Atualmente sou um feliz usuário do XFCE devido à possuir um notebook com pouquíssimos recursos. Agora com certeza se tivesse um note melhor o KDE seria minha opção.

  18. Carlos
    Posted novembro 9, 2007 at 8:42 | Permalink

    É isso aí, defendeu muito bem a sua preferência mas, … continuarei usando a GNOME.

  19. vfl
    Posted novembro 12, 2007 at 16:06 | Permalink

    Por que grandes empresas passaram a apoiar o Gnome ?

    Ao longo do tempo fui colecionando os argumentos pró e contra o Gnome afim de tentar entender a preferência de grandes corporações (Red Hat, IBM, Sun, HP, Novell, etc.), principalmente a partir do ano 2000.

    Abaixo está um resumo (atualizado até ago/2006), desses argumentos, que gostaria de compartilhar e eventualmente atualizar…

    a) Licença da biblioteca

    – A biblioteca QT do Kde é licenciada sob a GPL ou uma licença comercial (US$ 1.500/ano por desenvolvedor). Ou seja: ao desenvolver para KDE seu programa deverá ser obrigatoriamente GPL, caso contrário você terá que comprar uma licença da Troltech. Já a biblioteca GTK usada pelo Gnome é licenciada sob LGPL, portanto seu programa poderá adotar qualquer licença, inclusive uma proprietária

    (Isto deve atrair muita gente. Talvez este item não seja tão relevante para as grandes corporações que tem muito dinheiro, mas para as pequenas empresas e para os desenvolvedores individuais, certamente é).

    b) Controle sobre a biblioteca.

    – A biblioteca QT do Kde é controlada pela Troltech, já a GTK do Gnome é controlada pela comunidade. Provavelmente as corporações não estão muito inclinadas a se sujeitarem ao controle de uma única empresa quando definem seus projetos de milhares de dólares. Há um monte de exemplos históricos indicando que é melhor evitar esse tipo de dependência.

    Aqui também entra um problema sério com as bibliotecas Qt que é a ABI do C++ (é isso mesmo ABI e não API. Será detalhado mais adiante).

    c) Linguagem C versus C++

    – A biblioteca Qt é feita na linguagem C++, enquanto a biblioteca GTK+ é feita na linguagem C, o que facilita muito o “binding” com praticamente qualquer linguagem de programação, sem os pesadelos da ABI C++;

    d) Tecnologia de componentes

    – A tecnologia de componente utilizada pelo KDE (Kparts), não é compatível com o padrão que é CORBA. Este último é utilizado no Gnome. Para uma aplicação limitada ao desktop isto não representa grande limitação, mas este não é exatamente o ambiente pensado nas corporações que apoiam o Gnome.

    e) C++ STL versus QTL

    – A biblioteca QT, ao invés de usar a STL padrão do C++ vem com uma STL própria (QTL) com classes equivalentes (Qlist, etc.). Já a biblioteca GTK, apesar da monstruosidade do modelo orientado a objeto na linguagem C e não menos monstruosa API, tem o gtkmm, um excelente C++ Wrapper em torno da API GTK e que usa extensivamente a STL padrão. E para desenvolvimento direcionado para o Gnome temos ainda a gnomemm, tudo pertencendo à grande família C (GNU toolchain, X, GTK, GNOME).

    f) C++ ABI

    – Aqui temos o pavor e pesadelo de desenvolvedores, com as constantes mudanças feitas pela Troltech na ABI (Application Binary Interface), quebrando qualquer aplicação binária lincada com as bibliotecas C++. Com isso, os desenvolvedores tem que recompilar e distribuir novamente suas aplicações a cada mudança. Certamente isto afasta as grandes corporações devido aos custos que isto acarreta.

    Em contraste, eles podem desenvolver seu código usando a GNOME 2.0 ABI, o que lhes garante em média 5 anos de estabilidade.

    ( ABI define uma interface de baixo nível entre o programa aplicativo e o sistema operacional, entre a aplicação e suas bibliotecas ou entre componentes integrantes da aplicação. No mundo Unix/Linux ainda não existe uma ABI padrão para o C++).

    Ver:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Application_binary_interface ;

    http://developers.sun.com/sunstudio/articles/CC_abi/CC_abi_content.html ;

    Important note to C++ developers em http://autopackage.org/developer-quickstart.html

    Quanto à questão de utilitários para personalização da interface do Gnome, uma das críticas do Linus Torvalds em sua recente manifestação, isto não tem tanto peso no ambiente corporativo, podendo ser até um ponto positivo, pois assim os funcionários ficam fuçando menos na interface e fazendo mais o seu trabalho. Por outro lado, a personalização é possível, só não está à vista de qualquer um e nem tem a facilidade do Kde, mas o administrador do sistema pode fazer muita coisa com o que existe e pode ainda facilitar sua vida escrevendo alguns shell scripts, tornando menos penoso manter dezenas ou centenas de instalações padronizadas, o que por sua vez facilita o suporte.

    PS.: Trabalho com treinamento, e tenho percebido que para quem ainda não tem nenhum vício “computacional”, o GNOME realmente se destaca no aprendizado pela sua simplicidade, objetividade e limpeza.

  20. myrian
    Posted outubro 12, 2008 at 17:13 | Permalink

    estou começando usar o Kurumin. Tenho encontrado dificuldade em configurar as resoluções das paginas da net no Firefox. Elas ficam maior que a tela. poderia me ajudar?

    Obrigada de qualquer forma.

  21. rafael gaio sizanoski
    Posted junho 13, 2010 at 8:31 | Permalink

    coloquei nesse modo de visualização de Tam. de arquivo.
    mas não sei coamo voltar no modo de visualização normal; minha lixeira abre nesse modo, meus arquivos….., vc saberia me dizer como voltar ao modo normal?

One Trackback

  1. […] Achei um artigo interessante sobre o kde no blog do Leandro Santiago, eu que não sou muito fã do kde, to pensando até em usá-lo com interface secundária, é bom dar uma olhada lá e checar as suas funcionalidades: link […]

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