Da rotina e o vício até a busca de um sonho

Episódio I: Em busca de um sonho

Teve um dia da minha vida que eu chamei de “Em busca de um sonho”.

“Como assim?”.

Não, eu não costumo dividir minha vida em episódios. Mas esse foi engraçado.

Não teve nada de especial, mas me fez pensar.

Isso já faz alguns anos, então eu tenho uma vaga lembrança de como aconteceu.

Tudo começou quando lembrei que minha bicicleta estava quebrada. E eu estava com uma vontade de comer um sonho. Mas era domingo – ou feriado, não lembro.

Como nessa época eu ainda não tinha minha moto, decidi sair à pé. Não tinha muita coisa pra fazer mesmo…

E lá vou em procurar alguma padaria que tivesse sonho à venda. Comecei, logicamente, pelas mais perto de casa.

Não tinha. E lá ia eu para a próxima. Às vezes o mais difícil não era chegar à padaria, mas descobrir onde achar uma.

Próxima… Próxima…

De bicicleta não parece, mas à pé é fácil perceber quando você andou muito. Quando percebi, já estava há uns três quilômetros de casa. Isso em linha reta não é muito, mas quando se anda-se em círculos, acredite: é bastante ;-)

E… Sem sonho.

Obs: as padarias estavam abertas, mas não havia sonhos à venda.

Então volto para casa, ainda com vontade.

Não se pode ter tudo na vida.

Mas esse dia teve um significado especial. Foi o dia em que eu realmente decidi ir atrás de um sonho. Não precisava ser um sonho grande daqueles; mas um que me satisfizesse. Não precisava ser para a vida inteira; mas um que me alimentasse naquele instante.

A busca foi frustrada, mas nem tudo foi em vão: eu precisava andar um pouco. Talvez o sonho tenha sido somente um pretexto. Quem sabe?

Episódio II: menos drama e mais gordura

Esse foi quando eu estava vindo do centro. Passei numa padaria e comprei um sonho. Não vou mentir, já havia comido coisas piores, mas aquele foi a gota d’agua. Aprendam: um sonho nunca deve estar engordurado. Havia óleo dentro da massa… Ugh!… Fiquei mais de um mês sem comer sonhos.

Episódio III: Sonho não é pão!

Esses dias comprei uns sonhos, desses caras que passam de carro vendendo sonhos. Esse carro passa praticamente toda a semana, mas eu nunca havia comprado. Mas dessa vez comprei. E queria não ter feito.

Essa é uma dica àqueles que realmente queiram que seu produto faça sucesso: faça algo bom. Não tente enganar o seu cliente, achando que vendendo “qualquer coisa” estarão se dando bem, pois não estarão. Você depende do seu cliente, portanto deve oferecer o produto com o máximo de qualidade, para que o cara para quem você vende compre de novo. E de novo. E lucro para vocês.

Um produto ruim afasta quem o compra. Como aconteceu comigo.

Só para ter uma idéia: o “sonho” era, nada mai, nada menos, que um pão (sim, era massa de pão!) com uma meleca – que alguns chamam de recheio – dentro.

Episódio IIII: quatro em romanos não é IV?

Este não é bem um episódio, mas serve para contrastar com o sonho do episódio acima.

Toda a semana eu vou no São Francisco para comer o sonho de lá. Não tem um dia definido. Só é toda semana.

Aquilo é sonho de qualidade. É o sonho que você morde e fecha os olhos para aproveitar todo o sabor – Severino: “Mas doutor, isso aí é uma bichona”.. hUAHuaH.

Não sei a receita do doce, mas um dia eu descobrirei como fazem algo tão bom. O sonho de lá é feito para ser belo. Fica quase que “em exposição”, para as pessoas de deliciarem só olhando. Como olhar não tira pedaço, eu compro para poder fazer isso ;-)

Ele não é como os outros sonhos, onde o “pão” é cortado ao meio e passam o recheio nele. Não. Ele é fechado, e o recheio é injetado por cima do pão. E o buraco onde é inserida a “seringa” fica transbordado de recheio… Uma beleza de se ver…

Episódio V: O Império Contra-Ataca

(…)

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2 Comments

  1. Posted outubro 20, 2007 at 19:50 | Permalink

    Uia, esses dias (quinta passada) também fui atrás de um sonho. Aí, comprei num mercadinho perto da faculdade. Horrível! Duro, parecia pão de geladeira! Paguei 60 centavos pela bagaça.

    Não desisti: antes de ir pra casa, passei no shopping, porque sabia que lá havia uma loja de uma rede especializada em sonhos aqui de Curitiba (Sonhos e Sonhos). Imaginava que uma rede de alimentos especializada deveria fazer uma coisa boa (como os pretzels de uma rede especializada em pretzels que tem aqui, mas que me foge o nome). Mas ele, apesar de ser bom, era mirradinho, pequenininho. Daquele tipo que ninguém pagaria o preço que cobram pra comer só aquilo – 1,70.

    Desisto, vou ver se aprendo a fazer.

  2. Posted outubro 21, 2007 at 8:44 | Permalink

    E o pior é que eu uma vez tentei fazer, com uma receita que achei num livro.
    Mas, no final, descobri que havia inventado uma nova guloseima: o pesadelo. Nem queira experimentar… ;-)

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