Como desaparecer completamente

Caramba.

Eu que achei que já tinha ouvido de tudo…

Baixei esses dias uma música. Na verdade já fazia um tempo que não usava um programa P2P.

Antes, achava que OK Computer era melancólico. Mas não tanto quanto essa música.

Chama-se “How to Disappear Completely”. Quem conhece Thom Yorke sabe que, além de feio pra caramba, ele tem uma voz belíssima, e suas músicas não são cantadas, mas quase que “choradas”, como num ato de desespero. Se quiser uma definição bem-humorada, leia este artigo da desciclopedia.

Pra quem não sabe, o Radiohead é uma banda britânica, que revolucionou o cenário musical em 1997, com o lançamento do álbum OK Computer, onde vários novos tipos de efeitos experimentais são adicionados às músicas, dando um ar sombrio e melancólico, mas ao mesmo tempo não perdendo a raíz do rock. Tanto que é a banda mais influente quando se fala em música alternativa. Este disco – OK Computer – foi considerado como um marco na história da música. Uma espécie de “divisor de águas”.

Tá certo que nem todo mundo concorda com essa denominação, mas para quem curte esse estilo de música, este disco é sensacional.

Mas não é sobre o OK Computer que eu estou falando.

Depois do estrondoso sucesso do OK Computer, o Radiohead decidiu sair um pouco do mundo dos super-astros. E, em 2000, lançaram mais um disco, o Kid A (que eu não tenho, mas já estou procurando para down), que é o disco que contém a música tema deste post. Como diz a desiclopedia, “não vendeu porra nenhuma” (o que é uma dupla-negação, significando que vendeu alguma coisa ;-)).

Um som distorcido, vários efeitos eletrônicos (não, não trata-se de música eletrônica), um violão, uma voz calma… Precisa de mais alguma coisa? É um som agradável aos ouvidos. Não peguei a tradução da música, pois, como de costume, não costumo pegar. Acho que a música perde a graça quando a gente vê a letra. Músicas assim devem ser somente ouvidas. E também é complicado querer saber o que o Kurt queria dizer em Rape Me… A não ser quando você quer aprender a cantar a música. Mas como meu inglês é péssimo, melhor nem tentar…

É… acabei não falando nada da música. Mas é mesmo difícil falar. Você tem que ouvir. Só assim para compreender o que estou dizendo.

Gosto de ouvir este tipo de música. Quem diz que é música de emo não sabe o que está falando. É música autêntica. Não essas bandas de adolescentes que pintam o rosto (KISS?) e saem chorando, borrando toda a maquiagem. Borrar a maquiagem é inadmissível!! ahuahauhauh. Tô brincando. Podem borrar o quanto quiserem.

Sim, estas bandas que ouço têm um caráter melancólico, às vezes depressivo. Admito isto. Mas, como disse, é música para os ouvidos. E, acima de tudo, para a alma. Músicas assim sempre existiram. Desde a tristeza do Jeca, Menino da Porteira, Johnny Cash etc. Não é por isso que vou tentar pular da ponte, nem cortar os pulsos.

Que me perdoem os funkeiros, pagodeiros, axéeiros, mas ficar ouvindo dança da motinha, dança do sandwich, dança do caralh… Putz! Onde foi parar a música?

Acho que nasci no planeta errado. Será que existe vida em Marte? – Janelas de hotéis, garagens vazias, fronteiras, granadas, lençóis…

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