Sabem o Ronaldo?
Sim, o fenômeno. Este que está envolvido em escândalos e tudo mais.
Não esou aqui para fazer piadas sobre ele. Este é um blogo sobre tudo, menos sobre o que todo mundo está cansado de saber - o que é uma contradição, não?
Fizeram muita piada com o cara. Desde bloqueiros, programas de TV, jornalistas…
Mas não é sobre isto que quero falar.
Alguém aí se lembra de 1998? Nesta época não tínhamos o Ronado. “Como não? Ele até jogou na Copa!”. Não neste sentido.
Quero dizer que o que tínhamos era o Ronaldinho. Lembram?
Aí surgiu outro Ronaldo. Era conhecido como Ronaldinho Gaúcho.
Eram dois Ronaldinhos! Se lembram das Ronadinhas?
Ronaldinho. Ronaldinho Gaúcho. Ronaldinho. Ronaldinho Gaúcho. Isto deve acabar.
Até que um dia, e não me recordo qual, Ronaldinho virou Ronaldo. Ronaldinho Gaúcho virou… só Ronaldinho.
Se chamar Ronaldinho passou a ser um troféu. Ronaldinho deixou de ser um nome; passou a ser um título.
O Ronaldo anterior acabou por passar seu trono, sua coroa, para seu sucessor. Simples.
E porquê isto acontece? Na minha opinião, pela mesma razão que Massa agora é Brasil na Fórmula 1.
É. Este é o poder da mídia. Ela consegue fazer você deixar de ser quem realmente é.
Devo estar ficando paranóico demais…
Eu poderia falar da recente chuva de granizo que caiu em Maringá e que quase fez a cidade entrar em estado de emergência, tamanha foi a destruição.
Me lembro que estava no computador quando começou a chover. O mais engraçado é que o dia estava bonito, mas o tempo fechou de repente. Até aí normal. Fechei a janela.
Mas começou a chover mais forte. Aí saí para fora. Caiam algumas pedras de gelo. Legal! Chuva de granizo!
Mas a chuva começou a piorar. Foi uma enxurrada de pedras. Percebi que as pedras estavam maiores que de costume. E estavam realmente. Esta foi considerada a pior chuva de granizo que Maringá já teve. Aqui em casa caíram pedras maiores que um ovo de codorna, mas houve lugares perto daqui que caíram pedras do tamanho de um ovo de galinha!
Percebi que a janela da sala estava aberta. Corri para fechar. E quem disse que consegui? Não conseguia chegar perto dela, pois parecia que o vidro iria quebrar. Deixa aberta mesmo. Antes um sofá que minha cara, certo? ;-)
Tinha medo também de que as telhas da garagem não agüentassem, mas agüentaram firme.
Depois de alguns minutos, a chuva cessa. E esta é a hora de sair e ver os estragos. Aqui em casa não foram tantos, mas o quintal ficou com uma boa camada de gelo. Saindo na rua, percebi que todos os vizinhos haviam tido a mesma idéia. A rua estava toda cheia de folhas, e mais a frente havia um que “vislumbrava” os amassados que as pedras causaram em sua camionete. Muitos carros tiveram seus alarmes disparados e latarias amassadas.
E logo após chega o Gustavo, filho da vizinha. Ele estava, na hora da chuva, numa festa que estava tendo aqui perto, onde havia um parquinho.
Na hora da chuva, explicava, todos foram para debaixo das barracas, mas isto não adiantou muito, já que as pedras destruíram facilmente as armações em lona. O lugar que arrumaram para se abrigarem - havia mais de 50 crianças - foi numa padaria ali perto.
Chegou com um roxo na perna, um corte no peito e outro no ombro, todos causados por gotas de água petrificada a mais de 100km/h.
Mas ainda bem que nada grave.
Mais tarde, estava conversando com um amigo meu que mora em Florianópois, mas que já morou aqui perto de casa. A casa onde ele morava teve os vidros das janelas arrebentados, além do telhado da casa do fundo, onde ainda mora sua avó, destruídos. Disse que sua avó quase teve um ataque do coração ;-)
O mais engraçado é que no meu bairro a chuva não foi tão forte, mas causou muitos estragos. Houve bairros onde árvores foram arrancadas, além de uma outra cidade onde o gelo formou uma camada de mais de 50cm(!) no chão.
Dias depois, Maringá entrou em estado de emergência, tamanho foram os estragos e casas destelhadas.
Poderia dizer que é incrível o sorriso de orelha a orelha que alguém que será pai de primeira viagem dá. Parabéns Marco!
Poderia falar do FLISOL que ocorreu aqui em Maringá há um tempo atrás (dia 26 de Abril). O André Noel até já colocou as fotos no Picasa. Nota: eu tenho a incrível capacidade de não aparecer em foto alguma! Acho que tenho fotofobia, ou algo do tipo, caso esta palavra não exista ;-)
Confesso que não foi a melhor sensação do mundo distribuir CDs do Ubuntu, mas o evento foi legal.
Neste ano foi muito mais gente que no evento do ano passado. No anterior havia mais gente na organização do que gente assistindo. Já no deste ano a sala lotou.
Teve várias palestras legais. O Noel falou do Ubuntu numa palestra que eu já havia asssitido e discordado com ele em muitos pontos. Não vou mentir: eu sou chato para estas coisas ;-)
Teve também uma palestra do Eduardo sobre o Drupal, que eu não assisti por estar lá fora distribuindo CDs e instalando o Ubuntu nas máquinas do pessoal - Festival Latinoamericano de INSTALAÇÂO de Software Livre, capisca?
Teve uma palestra do Rodrigo Hübner sobre o Python, que eu já havia avisado que iria perguntar bastante, só para encher o saco, mas acabei não fazendo ;-)
Um dos palestrantes acabou avisando de última hora que não poderia ir ao evento, o que fez com que o Maycon tivesse que substituí-lo na palestra sobre Linux no Desktop. Muito comédia ele ter aprontado tudo na madrugada daquele dia.
Mas foi muito interessante o falo de ele ter falado de algo que ninguém ali esperaria: como bom slacker que é, o Maycon criou uma palestra sobre o Slackware. Mas não era sobre Linux no Desktop? Pois é, ele foi lá na tentativa de quebrar o mito. O Rodrigo descreveu a palestra como uma defesa à “religião” que é o Slackware. Mesmo assim foi muito engraçado, e o Maycon não estava assim tão nervoso. Segundo ele, um dos motivos que o pessoal usa Linux para poder baixar fime pornô sem pegar vírus. E eu seria muito hipócrita se dissesse que é mentira… ;-)
Teve uma palestra do Lucas Veloso sobre “Administração de Ambientes Heterogêneos com Software Livre”, onde falou de várias ferramentas de administração de ambientes heterogêneos… mas isto já está escrito no texto… Ah, falou de ferramentas como o SystemImager, particionadores, recuperadores de disco, etc, etc, etc. E tudo em software livre.
Também estava o Paulino Sato (o pksato), com o seu subnotebook EeePC que ganhou num sorteio do Br-Linux, no qual eu fiquei com muita inveja, confesso.
Você encontra o material de todas as palestras no site do FLISOL-Mga.
Poderia dar um de Fabiane Lima, e postar alguns comentários que fazem no blog, como este abaixo:
Ao que parece, o camarada não leu o texto direito. Confesso que sofro deste mal. Muitas vezes nem termino de ler um texto e já tiro conclusões. Mas não admito que os outros façam isto! Brincadeira.
O engraçado é que acabei cometendo um grave erro no texto em questão. Disse que o número de vírus para Linux é zero, quando na verdade não é. Isto mesmo! Existem vírus para Linux, mas nenhum que tenha se propagado em proporções que em qualquer versão do Windows.
Segundo a Wikipédia, foram registrados até 2005 é de 863. Não vejo isto como preocupante, já que, comparado à quantidade de malwares para Windows, este valor é praticamente 0. Isto explica porque eu passei raspando em matemática discreta…
Poderia também tentar explicar porque diabos não aprovei logo alguns comentários que fizeram aqui no blog. Havia alguns que estavam na fila de espera há semanas. Poderia dizer o mais óbvio, que é: falta de tempo, já que nestas últimas semanas tive várias provas na faculdade. Uma explicação sob o ponto-de-vista psicanalítico diria que vendo vários comentários na fila de espera eu teria a impressão de que este blog é bastante acessado. Certamente deve haver alguma coisa relacionada à um Complexo de Édipo, ou algo assim.
Poderia dizer que discuti com a minha irmã sobre o orkut. Eu simplesmente não suporto esta coisa e ela não suporta que eu não suporte e fique reclamando toda vez que ela entra no site. Ou quando reclamo quando entra no orkut para mandar um aviso para alguém. “Nunca ouvi falar de e-mail não?” As pessoas simplesmente esqueceram do e-mail, ferramenta criada para exatamente isto: enviar e-mails. Hoje em dia o método mais utilizado é o orkut e mensagens offiline do MSN Messenger!
Gente! Muita gente reclama comigo por eu não ler os recados que eles mandam pelo MSN. Eles não vêem o nível de estupidez que é isto? Isto à diversos fatos. O primeiro é o fato de eu não utilizar o MSN Messenger nem qualquer outro que tenha suporte à mensagens offiline deste protocolo. Não que eu seja chato, mas me acostumei com o pidgin. E também ao fato de eu ultimamente quase nem entrar no MSN. Na verdade parece que estou deixando de fazer várias coisas que antes fazia muito, tanto que estou deixando de ver várias charges do Charges.com.br ou participando do VivaoLinux. Não sei se é falta de tempo, ou sei lá o que…
Ah, segundo minha irmã, como excelente estudante de psicologia que é, este meu ódio pelo orkut é na verdade uma vontade reprimida de ter um, mas não ter coragem para admitir. Confesso que há um fundo de verdade nisto, mas quando lembro de uma cena num dia em que estava no laboratório do DIN e pelo menos 70% dos computadores estavam com uma página do orkut aberta, fico imaginando que graça que tem ficar tirando fotos da sua cara com um celular e colocando num site daquele. Não sei se isto também tem relação á minha por fotologs, ou sei lá o que. Provavelmente deve haver alguma explicação freudiana para isto… hauahua
Poderia dizer que no último dia 8 de maio este blog completou 365 dias desde seu primeiro post. Este período corresponde à um ano não bissexto, que equivale à uma volta do nosso planeta em volta de uma estrela de meia-idade na periferia da Via Láctea. Nós ocidentais nos achamos tão superiores em nossa cultura, mas não percebemos que somos guiados pelos mesmos elementos que nossos antepassados há milhares de anos atrás: a lua e o sol.
Mas como ultimamente não estou muito “assim” com aniversários, melhor deixar para lá. Estava pensando até em hospedar este blog num site próprio. Estava pensando em comprar um domínio e hospedar em algum lugar como o dreamhost. O WordPress.com é muito legal, mas chega uma hora em que de deixa limitado demais.
Agora é ver se sobra algum dinheiro no final do mês.
Poderia comentar a campanha que o André Noel fez para o Marco começar a escrever em seu blog. Poderia ser algo como “Escreve Marco!“. Já tive a oportunidade de conviver com a pessoa, discutir sobre coisas como Linux - ele não se conforma com o fato de alguém utilizar Slackware - e religião. Só faltou discutir sobre mulher e cerveja ;-) Confesso que não compartilho muito do pensamento dele, mas respeito muito o cara e o incrível repositório de conhecimento (?) que ele tem entre as duas orelhas. Se você, ilustre desconhecido, achar este texto num futuro distante petrificado na seiva de alguma árvore, acesse o site http://www.alemdocommit.com/. Vale a pena.
Enfim, eu poderia fazer muitas coisas, mas por alguma razão deixo para última hora.
Este é um post de testes que estou fazendo com um programa chamado QTM, que me permite escrever neste blog - blogar é estrangeirismo demais - sem utilizar a interface web.
Faço citação às sábias palavras do Id Brain, do Irmãos Brain: “hauahauhauhauhauahuahauhauahuahauhaua”.
Navegando por aí,tropecei neste post no SamuraiDio sobre um site que diz quanto vale o seu blog. E olha, vou te dizer: já estou pensando em vender o meu blog no Mercado Livre.
Peraê! “Vender meu blog” soa muito aviadado. Melhor deixar as coisas como estão ;-)
E o Gustavo, filho da vizinha, sempre me pede “Leandro, você tá ocupado agora? Depois eu posso colocar umas fotos no orkut?”. Eu já disse que não gosto do orkut, mas acredito que não há problemas em ele mexer no orkut de vez enquando.
Então fui estender roupa com minha mãe, enquanto deixei ele mexendo no computador. E toda hora lá vinha ele: “Leandro, sou se escreve com ‘éle’ ou com ‘ú’?”. “Como que se escreve tô? É ‘tê’, ‘ô’, ‘ú’?”. Não, na verdade a palavra tô não existe, ela é só uma gíria. o certo é ‘estou’. Mas como a gente tá acostumado a falar, você pode escrever, e se escreve assim: ‘tê’, ‘ô’ com um chapéuzinho em cima - e ‘rabisquei’ com o dedo na parede. “Ah tá”.
Vira e mexe ele me chamava por acontecer alguma coisa engraçada no navegador. Ora o botão avançar não aparecia, ora não conseguia escrever uma palavra, etc. Eu, que de orkut não sei nem o nome, ia lá ajudar ele, principalmente por - estranhamente - o orkut dele estar em inglês. “Não, não. Tenta digitar com as duas mãos. Quando a letra que você procura estiver deste lado do teclado, você aperta a com a mão direita”.
Eis que volto para ver o que ele está fazendo. Assistindo vídeos no orkut. Até aí nada muito ruim. Ele gosta bastante de rap, e acho que era um vídeo do 50 cent, ou algo assim. Sem problemas.
Um tempo depois volto e vejo ele assistindo um clip da ‘dança do créu’. Ele até sabe a letra. Então em close no vídeo aparece a enorme bunda daquela que atende pelo nome de “Mulher Melancia”. E Subia. E descia. E subia e descia, numa velocidade cada vez maior. Mas nunca saía do foco da câmera. E o garoto assistia aquilo com os olhos brilhando, cantando a música junto com o vídeo.
“Gustavo, outra hora você mexe no computador. Vai lá almoçar.” Pergunto à ele se realmente gosta daquele tipo de música. E ele diz que sim. Eu pergunto o porquê e ele diz “Porque todo mundo ouve, ué”. Eu até penso em tentar aquela de “Mas não é porque todo mundo gosta que você deve gostar. Se todo mundo pular de uma ponte…”, mas não, pois a tevê já transformou isto em clichê.
“Mas porque você odeia tanto esse tipo de música, hein?”, ele me pergunta, já que sabia que eu não ia muito com a cara de funk. “Ué”, eu não soube explicar na hora, ou não sabia como explicar. A questão no momento não era eu, mas ele.
O problema de ele estar asssistindo aquele vídeo era meu? Afinal, fui eu que deixei ele usar o computador. Era? Não sei. Talvez outro agravante seja o fato de ele ter achado o clipe no orkut de sua irmã, de 14 anos. Ou o fato de ser este tipo de música que ele ouve todos os dias na casa do vizinho da frente. Ou na escola, já que todos seus colegas cantam este tipo de música. E sua idade? 10 anos.
Mas qual o problema, afinal? Que tipo de música ele deveria ouvir? Rock? Música da Xuxa? Esta certamente é tão alienadora quando funk. Sinto que não poderia dizer a ele que tipo de música ouvir, pois estaria dizendo que o que ouço é melhor do que o que ele ouve - mesmo eu achando, não posso simplesmente impor minha opinião como verdade. Sim, mesmo sabendo se tratar de uma criança, em pleno desenvolvimento mental, etc.
Afinal, o que eu tenho contra o funk? Eu poderia fazer uma citação ao João Gordo, da MTV, que uma vez disse “funk faz sucesso no Brasil porque representa aquilo que o pobre sempre pode ter de graça, que é o sexo”. Poderia sim, mas isto não é razão. E não me venha com aquele papo freudiano de sexualidade infantil, ok? Não é que eu esteja sendo retrógrado, mas não acho que funk deva ser ouvido por uma criança - nem por alguém com mais de dois neurônios. Não é pela temática sexual - na idade dele eu ouvia mamonas assassinas - mas pela forma como este tema é colocado na cabeça das crianças.
E o que eu poderia dizer? Afinal, o que a Internet tem de bom hoje? Posso dizer que, com os milhões de sites que a Internet tem, acesso freqüentemente nem meia-dúzia deles. Às vezes acho que a Internet realmente é como um grande oceano, mas que nos sentimos seguros somente em poucos locais da costa.
Mas porque é que estou me preocupando com isto? O filho é da vizinha, ué. Ela que se preocupe com a educação do moleque, não é mesmo? Talvez o problema maior é que eu ainda tenho um pingo de esperança no futuro de nossas crianças. Mas confesso que está cada vez mais difícil.
ps: o mais engraçado é que a primeira vez que ouvi a dança do créu, foi no site charges.com.br, e a versão da música que lembro é justamente esta ;-)
… aquele pontinho que fica mexendo no meio da tela, e você não sabe se é um mosquitinho ou se um camarada colocou aqueles pixels fiosdaputa para ficarem se mexendo no meio de uma animação em flash em fundo branco, só pro usuário babaca ficar um ano tentando matar o mosquitinho, até perceber a brincadeira …
Estava no PC procurando informações sobre como fazer o upgrade do meu MP3-Player xing-ling, quando tive a idéia de inserir o CD-ROM que veio com o aparelho no PC. Eu só queria alguma informação sobre o aparelho, para baixar o arquivo certo.
Mas sabia que era um CD para Windows, e que funcionaria como um CD comum no Linux. Mas não.
Qual foi minha surpresa ao colocar o CD no leitor? Foi esta mensagem:
Eu nem li direito o que estava escrito e cliquei no segundo botão.
Logo em seguida, vejam só o que me aparece:
Sim, isto mesmo! O Xfce (estou utilizando quatro ambientes: WindoMaker, Enlightenment-0.17, Xfce e KDE) agora executa CD-ROMS como no Windows! Aliás, ele executa como se fosse o Windows, já que utiliza o wine para isso.
Na minha opinião este é um recurso excelente, que só vem a ajudar usuários do Windows a migrar para sistemas operacionais “alternativos”. Mas também pode trazer problemas, principalmente no caso de mídias que contenham vírus, já que o wine irá executar o autorun de forma besta como faz o Windows. Lógico que o risco de um vírus para Windows via wine fazer alguma destruição no Linux é baixíssima, mas devemos levar em consideração que o wine é capaz de acessar os arquivos do usuário, trazendo risco à segurança destes.
Mas está aí um recurso bacana. Ainda bem que o gerenciador de mídias do Xfce pelo menos pergunta se você quer executar a mídia, coisa que o Windows só veio fazer no Vista…
Não. Não é um texto troll (que é o mesmo que um louco dizer que não é louco). Trata-se de mostrar um vídeo que acabo de ver no Youtube, linkado pelo pessoal da lista de discussões FUG-BR, onde um cara afirma com argumentos convincentes à sua visão, de que o Windows é muito mais seguro que o Linux. Na verdade a intenção do vídeo não era nem dizer que o Windows é melhor que o Linux, mas que o Linux e PIOR que o Windows - da mesma forma que algumas vezes fazemos isto com o Windows.
O que me chamou a atenção no vídeo não foi tanto a luta anti-fanboys - nunca disse que tem relação com o meiobit, olha lá! - mas os argumentos utilizados pelo autor do vídeo para defender o que dizia.
Seu argumento: o windows é mais seguro que o linux, já que naquele o usuário não consegue apagar diretórios essenciais ao sistema, enquanto que neste isto é possível.
Para demonstrar, ele nos mostra que, após executar no linux o comando “sudo rm -rf /”, o sistema simplesmente pára de funcionar. E isto é a mais pura verdade!
Já no windows o comando “deltree c:\windows” não afeta o sistema.
Ainda segundo o autor, o Linux só não tem vírus por não ser dominante no mercado de sistemas operacionais. Tem lógica: se ninguém usa, ninguém cria malwares.
Agora tento analisar o outro lado das questões, e expressar minha opinião.
Primeiramente, faço citação a um colega meu, analista de sistemas, que me disse uma vez: “acesso físico à uma máquina É falha de segurança”. Um sistema que é acessado fisicamente nunca é 100%. Isto é fato. Há várias maneiras de se invadir um sistema fisicamente. Algumas são um tanto inusitadas, como modificar dados em disco com um imã, derrubar um servidor jogando água no processador etc.
O que isto siginifica dentro do contexto em questão? Para que o usuário possa apagar o diretório raíz de um sistema Unix, ele deve estar logado como root ou usuário com poderes equivalentes. Isto é fato. O root é considerado o usuário deus de um sistema Unix. Ele pode fazer tudo que quiser. Exatamente tudo. Inclusive fud%$& o sistema. Tanto que a maior recomendação que fazemos às pessoas é: não utilize o computador como root!
O Unix implementa as permissões de arquivo no próprio sistema de arquivos. Isto é básico. É físico: existem alguns bytes em cada arquivo que diz quem pode mexer em tal arquivo. Se um usuário tem direitos sobre um arquivo, não existe razão para que seja impedido de fazer o que quiser com ele!
Isto denuncia uma grande diferença no modo como o Unix e o Windows vêem a segurança do sistema: no unix, toda a segurança existe para proteger o sistema de ataques externos; já no windows o sistema se protege do próprio usuário.
Para exemplificar: quando você quer recuperar uma instalação do Windows XP, dá boot pelo CD de instalação do sistema e, para acessar o sistema que está no HD, deve digitar a senha de administrador. O primeiro problema: muitas vezes o usuário que quer utilizar seu computador simplesmente não tem a senha de administrador, muitas vezes por não ter sido ele a instala o sistema. Sem senha, sem acesso. O usuário não pode utilizar o próprio computador.
No Linux (e acredito que na maioria dos ‘unixes’), não há este tipo de restrição, já que o sistema reconhece que para que a pessoa possa dar boot em outro sistema, no caso, pelo liveCD, é necessário acesso físico. E não há como lutar contra acesso físico! Você pode até pegar um LiveCD de um Linux e acessar a partição do Windows normalmente (em modo rw), sem senha nem nada.
Outra diferença é o fato de o Windows colocar os dados do sistema numa estrutura chamada registro. A principal propriedade deste sistema é que tudo é centralizado ali, de forma binária e que somente o próprio Windows entende o que há lá. Isto garante que ninguém irá “bagunçar”as configurações do sistema. O problema novamente é que isto protege o sistema somente do usuário (já que poucos sabem modificar o registro), mas ao mesmo tempo é totalmente frágil contra ataques de programas maliciosos, como vírus e outros malwares. Além do mais esta é uma estrutura muito confusa, que muitas vezes fica corrompida após a remoções e instalações freqüentes de programas que a modificam, o que dificilmente acontece nos sistemas baseados no Unix.
Já no Unix temos uma regra definida já na época de seu surgimento: “não complique; guarde todas as configurações do sistema em arquivos de texto”. Isto é seguido à risca no Linux, que guarda tudo, desde senhas, informações da inicialização do sistema, até configurações dos programas. Poucos programas guardam suas configurações em binários, e normalmente isto acontece em casos específicos.
Qual a vantagem nos arquivos-texto? A vantagem é você poder fazer modificações no sistema sem precisar recorrer à ferramentas específicas (como acontece com o regedit no windows). Você simplesmente abre o arquivo com um editor de textos e faz as modificações que julgar necessárias.
“Mas isto é imbecilidade! Assim todos saberão qual as senhas dos usuários só abrindo o arquivo de senhas!” Ledo engano. Há vários recursos que impossibilitam que o usuário comum tenha acesso às informações, que vão desde o sistema de permissões do Unix, até técnicas de criptografia, como pode ser visto neste artigo do Elgio Schlemer, no vivaolinux.
É claro que o armazenamento em arquivos-texto muitas vezes não é muito prático e eficiente. Tanto que muitos sistemas e programas utilizam banco de dados para agilizar o acesso à determinadas informações. Posso citar sistemas de pacotes como o apt e o rpm, além do armazenamento de senhas no FreeBSD (me corrijam se eu estiver enganado).
Em segundo lugar, não existe no Windows XP/Vista o chamado “modo texto”. Isto significa que o “terminal” do Windows não passa de uma imitação de um prompt do DOS. Enquanto que no Linux este modo ainda existe. Tanto que programas como xterm, konsole, Eterm, gnome-terminal são chamados de emuladores de terminal, simplesmente por estarem “rodando” um terminal, mas não o mesmo terminal “em modo texto”, embora cada “comando” seja passado para o sistema operacional da mesma forma que num terminal tradicional. Isto significa que não existe uma barreira entre um comando “rm -rf” e o sistema operacional, ao contrário do Windows, onde deve - xii - existir um mecanismo entre o comando de deletar uma pasta executado pelo usuário o comando passado para o sistema operacional (que aí verifica as permissões, etc). Ou seja: no Windows, um administrador não tem todo o poder, que é algo totamente contraditório, já que um administrador existe para fazer o que bem entender. E é por isso que deve ser utilizado somente em tarefas específicas, nunca para uso constante.
( Em terceiro lugar? ) Também há a questão: a qualtidade de usuários num sistema é proporcional à quantidade de falhas que este sistema tem? Pego como exemplo o OpenBSD, que em mais de 10 anos, teve somente duas falhas de segurança! Será que é por ser realmente seguro ou pelo fato de “ninguém utilizá-lo”? Suas raízes unix podem te dar uma noção da resposta.
Façamos a seguinte comparação: existem pelo menos 100 vírus e outros spywares para Windows. Eu disse PELO MENOS! ;-) E o windows coresponde à 90% das instalações de sistemas operacionais. Já o Linux corresponde à o que? 5%? Vamos supor que sim. Por uma regrinha de três, podemos dizer que, se o Linux tivesse 90% do mercado, a quantidade de vírus para ele seria… 5? Sim, 5!
Ou vamos pelo caminho contrário. Sabemos que não foi registrada nenhuma ocorrência de vírus - palavras que pode ter várias interpretações - para Linux. Pelo menos nunca numa situação real. O sistema tem falhas sim, que inclusive permitem que um usuário ganhe privilégios de root, como o desoberto no final do ano passado e já corrigido na versão 2.6.24 do mesmo. Mas o total de vírus nativos para linux - “Ho, Ho, peguei um vírus via wine! - é ZERO. Sim. ZERO.
Então zero para um sistema que tem 5% do mercado. Novamente fazendo regrinhas de três, podemos estabelecer que o Windows deveria ter… dezoito multiplica por zero…. ZERO vírus!
Olha! se eu realmente passei em lógica (por um fio, pra dizer a verdade), poderia dizer que provei por contradição que o Windows é mais suscetível à vírus! ;-)
Tanto que o próprio sistema do tio Steve - o OS X ou Mac -, passou a ser muito mais seguro depois que adotou base Unix. E o Mac tem uma base de usuários pouco maior que do Linux (embora em conheça dezenas de usuários linux, mas nenhum de OS X!).
O fato é que a própria origem no Unix já garante ao Linux uma maior segurança, coisa que também acontece no OS X, FreeBSD, etc, tão seguros quanto o sistema do pingüim.
Já o Windows, como todos sabemos, teve um caminho contrário ao Linux. Começou como sistema monousuário, como desktop ou estação de trabalho, para depois ir para o mundo corporativo, como servidores. E este é um caminho totalmente oposto ao Unix. É natural então que o Windows tenha mais facilidades para o usuário, mais que o Linux, que reúne muitas características de um sistema que visa segurança em primeiro lugar. E como todos sabemos, quanto mais segurança, mais chato é utilizar um computador (como ter que lembrar aquele monte de senhas!).
Ou seja: o Windows só será um sistema realmente seguro quando adotar uma base Unix. A empresa de Steve Jobs fez isso e obteve sucesso. Há rumores - Leão Lobo-bo! - de que este sistema seja o OpenBSD, que já recebeu ajuda da Microsoft em outras ocasiões.
Em favor do Linux e demais sistemas operacionais de código aberto é o fato de que ele tenta barrar ao mínimo o usuário. Se a máquina é sua, você pode usufruir dela como bem quiser. Por isto temos poucos programas para Linux que exibem propagandas indesejadas, executam tarefas que que o usuário não queira. E esta liberdade - aff, não queria falar esta palavra - também é a mesma liberdade - de novo! - que permite ao usuário também cometer cagadas que impossibilitem o funcionamento do sistema. Mas no Linux sempre somos avisados do que pode acontecer quando não andamos na linha… ;-)
PS: Este texto expressou somente minha opinião. Opinião inclusive, de uma pessoa tão especialista em segurança quanto o cara que criou o vídeo que motivou este texto…
PS2: Estes dias foi contratada no DIN uma professora especialista (doutorada e tudo) em segurança. E o mais engraçado é que ela usa Windows! Mais engraçado ainda é que no seu primeiro dia de trabalho enfrentou problemas com um vírus que se espalhou pelas máquinas com Windows do departamento. E o que me deu de dor de cabeça este vírus (um worm na verdade, chamado de W32.USBWorm)… Segundo a professora, ela nunca pegou um vírus no Windows!
PS3: onde digo Linux, substitua por GNU/Linux, se quiser ;-)
Me lembro no colégio, quando a professora de português/redação dizia que não é muito bom escrever frases e parágrafos muito grandes. Lembro também que eu sempre implicava com ela dizendo que, se Guimarães Rosa poria inventar novas palavras - se chama neologismo -, porque eu não podia? Ela dizia que eu não nome suficiente para tal façanha. Muito injusta esta literatura…
E em se falando de parágrafos grandes e injustiças, vejam só o tamanho deste parágrafo da página 446 do Livro “A História da Loucura”, de Michel Foucault:
Como podem ver, a página já inicia no meio do parágrafo, e termina praticamente no final. Caramba! Será que Foucault foi reprovado no vestibular por causa disso? Não! Êita mundo injusto! ;-)
Ah, por falar nisso, terminei de ler o História da Loucura. Este livro eu demorei para ler. Peguei ele na biblioteca no dia 19 de dezembro do ano passado. Foram três meses para algumas quinhentas e tantas páginas ;-)
(…)
Eis que, no dia 25 do mês passado, fui comprar um leite de saquinho no mercado. O mais engraçado é quando vou ver a data de validade do mesmo: 30 de fevereiro (!).
Fico pensando na pessoa que criou o sistema de datação do leite. Caramba, será que é tão difícil tratar a questão do mês de fevereiro. Não deve ser assim tão difícil, né?
(…)
Este ano começamos a estudar C/C++ na UEM. Embora estas linguagens não sejam muito procuradas no mercado, elas são essenciais para o programador em Linux. Eu sempre quis desenvolver algo sério, mas sempre me deu preguiça. Já tinha um conhecimento bem básico em C, mas nada que me desse o título de programador ;-). Só basicão mesmo. Mas este ano vou começar com algo sério.
Como gosto bastante do KDE, uma idéia é estudar mais C++/Qt para desenvolver para o KDE. Material é o que não falta, principalmente na Internet. Também gosto bastante do Enlightenment, tanto que já estou tratando de reunir material sobre a EFL (Enlightenment Fundation Library). Neste caso, a linguagem utilizada é o C, mas há bindings para python, perl, e acho que até para c++. O único problema é que a documentação é escassa, mesmo a em inglês.
Mas até lá, falta muito estudo e horas na frente do computador…